Marcelo Rebelo de Sousa visita esta sexta-feira os militares dos Comandos que se encontram internados no hospital das Forças Armadas. O Presidente da República será acompanhado pelo ministro da Defesa, José Azeredo Lopes. Já na quinta-feira, Marcelo foi visitar o militar Dylan da Silva, que se encontra no hospital Curry Cabral, em Lisboa, à espera de um transplante de fígado. Durante essa tarde, o Presidente da República tinha falado ao telefone com a mãe do militar.

De acordo com o Expresso, o Presidente teve um “papel ativo” na decisão do ministro da Defesa e do Chefe do Estado-Maior do Exército de suspender os próximos cursos de Comandos, enquanto não são conhecidos os resultados dos inquéritos em curso. No entanto, esta quinta-feira, à saída do funeral de Barbosa de Melo, Marcelo disse aos jornalistas que “exerceu o poder quem podia: o Chefe do Estado-Maior do Exército, com o apoio do ministro da Defesa. O Presidente da República, e Comandante Supremo das Forças Armadas, limitou-se a concordar e a apoiar“.

Recorde-se que esta quinta-feira, o Chefe do Estado-Maior do Exército, o general Rovisco Duarte, anunciou a implementação imediata de três medidas: uma inspeção técnica às provas de classificação e seleção dos cursos de Comandos; a suspensão dos próximos cursos até à conclusão dos inquéritos, e a execução de uma avaliação clínica extraordinária aos formandos do curso atual. Além destes inquéritos, decorre também um procedimento aberto pelo Provedor de Justiça, José de Faria Costa. Na página da internet da Provedoria da Justiça, lê-se que se trata de um “procedimento de iniciativa própria, na sequência dos acontecimentos ocorridos em ações de treino militar do curso de comandos”.

Atualmente, há cinco militares hospitalizados. Além de Dylan da Silva, no hospital Curry Cabral, que é o que está na situação mais grave, encontram-se ainda três militares internados no hospital das Forças Armadas e um outro no hospital da Cruz Vermelha.