Quando se navega na internet, uma das coisas que mais irrita é a quantidade de publicidade sem interesse que surge por todos os lados. Esta prática é comum mas não é agradável. Por isso mesmo, os utilizadores começaram a optar por utilizar adblockers – programas ou extensões que permitem bloquear a publicidade existente em quase todos os sites – para poderem ter uma navegação mais fluida e sem incómodos.

O Adblock Plus é um dos mais conhecidos e mais utilizados devido à eficácia no bloqueio de publicidade. No entanto, a empresa decidiu implementar algumas alterações (ainda em fase de testes) que consistem em substituir os “maus anúncios” – qualquer publicidade que seja demasiado grande, estranha ou intrusiva – por anúncios mais pequenos, subtis e que não sejam tão incomodativos.

A iniciativa vai funcionar através de um local na internet que permite aos responsáveis por cada site escolher os anúncios considerados aceitáveis para a página própria, uma espécie de “mercado de anúncios”. Depois deste processo estar concluído, qualquer utilizador do Adblock Plus que aceda ao site já filtrado vai apenas ver os anúncios pouco intrusivos comprados pelo editor.

Ben Williams, responsável pela comunicação da Adblock Plus, explicou ao The Verge que esta nova funcionalidade “permite tratar os dois ecossistemas de uma maneira completamente diferente”.

O “mercado de anúncios” considerados aceitáveis que a Adblock Plus possui existe desde 2011, altura em que começaram a criar uma lista do que seria considerado aceitável para aparecer num site. O problema deste mercado é ser limitado, uma vez que, os interessados têm de trabalhar em conjunto (e comprar a publicidade) com a Adblock Plus.

O programa destina-se a ajudar os editores de sites, uma vez que este vai permitir que alguma publicidade seja mostrada. Sendo a publicidade menos intrusiva e mais pequena, também acaba por chamar menos a atenção do cliente, podendo este ser um fator pouco favorável ao serviço.
A versão beta foi lançada hoje mas a versão final desta nova iniciativa só está prevista para o final do ano.

Texto editado por: Filomena Martins