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Aleksander Ceferin, o homem que quer tirar a política do futebol

Este artigo tem mais de 4 anos

Presidente da Federação Eslovena de Futebol até agora, Aleksander Ceferin é um advogado de direitos humanos e quer "parar com a política, com os enredos". "Primeiro o futebol", defende.

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Advogado de profissão, Ceferin especializou-se em defender pro bono as vítimas de violações dos direitos humanos

AFP/Getty Images

Advogado de profissão, Ceferin especializou-se em defender pro bono as vítimas de violações dos direitos humanos

AFP/Getty Images

Com Michel Platini suspenso por quatro anos de qualquer cargo no futebol, a UEFA reuniu-se em Atenas num Congresso Extraordinário para eleger o sucessor, que começa agora um mandato mais curto do que o habitual. Quarenta e duas das 55 federações votaram no esloveno Aleksander Ceferin, que sobe agora ao cargo mais alto do futebol europeu por dois anos e meio — o tempo que faltava a Platini para terminar o mandato.

Advogado de profissão, Ceferin especializou-se em defender pro bono as vítimas de violações dos direitos humanos. Nasceu em 1967, na cidade de Grosuplje, perto da capital da Eslovénia, Ljubliana. Estudou Direito, e começou por trabalhar na empresa do pai, onde tratou essencialmente assuntos desportivos, representando clubes e atletas. O interesse pela gestão desportiva surgiu em 2005, quando trabalhou no FC Litija, um clube de futsal esloveno. Mudou-se depois para um clube de futebol amador, os Ljubljana Lawyers, na capital, e em 2006 chegou à direção do Olimpija Ljubljana, um clube da primeira divisão eslovena. Em 2011, foi eleito presidente da Federação Eslovena de Futebol, cargo que mantinha até hoje, a par da sua profissão de advogado pelos direitos humanos.

A candidatura de Ceferin à presidência da UEFA começou a desenhar-se em março, altura em que mais de uma dezena de países mais pequenos da UEFA se reuniram para escolher um candidato que pudesse representar os seus interesses. O esloveno recebeu depois o apoio de vários membros da organização, incluindo de Portugal e de alguns dos mais relevantes, como Itália, França ou Alemanha.

Ainda antes de ser eleito, já tinha o seu nome envolvido numa polémica. Ceferin, que aos 48 anos se torna o presidente mais novo de sempre da UEFA, foi acusado de ser uma marioneta de Gianni Infantino, o presidente da FIFA, e viu-se obrigado a negar o apoio do líder do futebol mundial, que seria contra as regras do organismo. O esloveno também se viu confrontado com acusações de que teria prometido incentivos às federações que votassem em si. Mas o apoio mais polémico que recebeu foi o da Rússia. Depois de se reunir com o ministro dos Desportos de Vladimir Putin, Vitaly Mutko, Ceferin recebeu o suporte russo, país que acolhe o próximo Mundial, em 2018.

UEFA's newly elected President, Slovenian Aleksander Ceferin attends a press conference during the 12th Extraordinary UEFA congress and President election in Lagonisi, some 40 kilometers south of Athens on September 14, 2016. Disgraced football leader Michel Platini said on September 14 in a farewell speech to UEFA that he felt no guilt over a $2 million payment from FIFA that has seen him suspended for four years. / AFP / ARIS MESSINIS (Photo credit should read ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images)

Aleksander Ceferin já ocupou o lugar de presidente da UEFA, durante uma conferência de imprensa após a eleição, esta manhã, em Atenas. (ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images)

Esta manhã, quando discursou no congresso, em Atenas, dedicou-se a defender os interesses dos países mais pequenos. “Algumas pessoas podem ter dito que eu não sou um líder. Podem dizer que sou jovem e inexperiente, mas honestamente penso que isso é uma falta de respeito para todos os presidentes das federações pequenas e médias, que todos os anos têm de fazer mais com menos”, defendeu Ceferin perante os representantes de todo o futebol europeu. “Temos de parar com a política, com os enredos, com a falta de transparência, com os interesses próprios. Primeiro o futebol”, rematou. Ceferin tem pela frente o trabalho duro de devolver a credibilidade aos dirigentes desportivos, tão abalada ao longo dos últimos anos depois do escândalo da FIFA.

Ceferin, que se torna agora no sétimo presidente da história do organismo que gere o futebol europeu, quer levar a UEFA a um tempo de “estabilidade, esperança, equilíbrio e amizade”, classificando-se como “um jogador de equipa” com uma “visão nova e clara”. Depois de conhecer o resultado da votação, sublinhou a “grande responsabilidade” que sentiu ao assumir o cargo. “Significa muito para mim. A minha pequena e bela Eslovénia está muito orgulhosa, e espero que um dia também vocês estejam orgulhosos de mim”, disse o novo presidente da UEFA aos presentes. Entre os projetos de futuro, encontra-se o combate à corrupção no futebol e a criação de programas antidopagem.

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