Actualmente com uma gama composta por dois modelos, o citadino i3 e o desportivo i8, além de outros modelos que poderão estar a caminho, a BMW prepara-se, contudo, para fazer uma avaliação do seu programa eléctrico e debater como será, neste domínio, o futuro.

A notícia é avançada pela “Automotive News”, referindo que oito dos directores de topo da BMW não irão, este ano, marcar presença no Salão Automóvel de Paris, uma vez que estarão envolvidos no debate interno sobre qual será o futuro do automóvel eléctrico, no seio da marca da hélice.

Numa altura em que grande parte dos fabricantes automóveis desenvolvem soluções de mobilidade eléctrica, os altos custos de desenvolvimento, a par da fraca performance em termos vendas, principalmente do modelo i3, terão levantado algumas questões entre os principais responsáveis da BMW. Razão pela qual pretendem agora debater o futuro do seu programa.

Aquando do lançamento do modelo, no início de 2013, Ian Robertson, responsável máximo pelas Vendas e Marketing a nível global, garantia, em declarações ao Wall Street Journal, que o i3 seria “lucrativo desde o primeiro dia”.

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O BMW i3 nunca conseguiu bater a concorrência no seu segmento

Actualmente, e depois de um total de apenas 25 mil unidades vendidas a nível mundial em 2015, o BMW i3 continua bem atrás do líderes, Nissan Leaf e Tesla Model S.

Neste momento, apesar das notícias segundo as quais a marca da hélice estaria a ponderar lançar novos modelos no âmbito da submarca “i” – nomeadamente, um novo sedan e um SUV –, garantido parece apenas estar um novo modelo, com base na mesma plataforma Life-Drive que serve de base tanto ao i3, como ao i8. Isto porque, adianta a “Automotive News”, a administração da BMW não está na disposição de continuar a investir da mesma forma no programa.

E se estas notícias levantam também algumas dúvidas sobre qual será o futuro da submarca “i”, correm também rumores de que alguns responsáveis da BMW falam na intenção de alargar a tecnologia a outros públicos, como forma de garantir uma maior rentabilidade. Por exemplo, comercializando um novo modelo eléctrico sob o badge da Mini – algo em que muitos não acreditam, face aos resultados obtidos com o i3 –, ou até mesmo desenvolvendo um novo modelo para ir buscar clientes ao público que está a comprar o Tesla S.