O Papa Francisco recordou esta quarta-feira o padre Jacques Hamel, o sacerdote de 86 anos degolado num ataque terrorista em França em julho, considerando-o um “mártir”. O líder da Igreja Católica sublinhou, durante uma celebração no Vaticano, que existem “cristãos assassinados, torturados, presos, degolados por causa de não renegarem Jesus Cristo”, acrescentando que Jacques Hamel “faz parte desta cadeia de mártires”. E acrescentou: “Matar em nome de Deus é satânico”.

A missa desta manhã, na capela da Casa de Santa Marta, onde reside o Papa, foi celebrada com os familiares do padre Hamel, “como sinal de proximidade a toda a comunidade de Rouen, a sua diocese”, informou a Santa Sé em comunicado. Participaram na celebração cerca de 80 peregrinos vindos da diocese de Rouen, acompanhados pelo arcebispo Dominique Lebrun.

Jacques Hamel “foi degolado sobre a Cruz, enquanto celebrava o sacrifício da cruz de Cristo”, recordou o Papa, classificando-o como um “homem bom, tranquilo, irmão, que sempre foi artífice de paz”, e que foi “assassinado como se fosse um criminoso”. O sumo pontífice acrescentou ainda que “ele deu a sua vida no mesmo sacrifício de Jesus no altar”.

Francisco destacou o “exemplo de valor, mas também de martírio da sua própria vida, de se esvaziar a si mesmo para ajudar os outros”, demonstrado pelo sacerdote francês.

“Seria bom que todas as confissões religiosas dissessem ‘matar em nome de Deus é satânico'”, rematou ainda o Papa. Durante a celebração, esteve em cima do altar uma fotografia do padre Jaques Hamel, morto na igreja de Saint-Étienne, na Normandia, em julho deste ano.