Pedro Passos Coelho

Passos sobre Durão Barroso: “É um folhetim que não dignifica a União Europeia”

Passos diz que não interessa a ninguém colocar hipótese de segundo resgate e que polémica em torno de ida de Durão Barroso para o Goldman Sachs é apenas um "folhetim".

EDUARDO COSTA/LUSA

Pedro Passos Coelho não quer comentar a polémica dos últimos dias sobre a retirada de privilégios em Bruxelas ao ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso por se tratar de um “folhetim”. “Não é dignificante para a União Europeia a forma como esta matéria tem vindo a ser tratada e não tenciono insistir neste folhetim, que é isso mesmo, um folhetim”, disse o presidente do PSD aos jornalistas no final de uma reunião de preparação para a cimeira de Bratislava em São Bento.

Depois de, esta terça-feira, o eurodeputado Paulo Rangel ter sugerido que o caso criado em torno da contratação do ex-presidente da Comissão Europeia pelo banco Goldman Sachs prejudica a candidatura de António Guterres à ONU, Passos limitou-se a dizer que a discussão estava a “ir longe demais” e garantiu que o assunto não foi tema da reunião desta manhã com o primeiro-ministro António Costa.

Nem isso nem o Orçamento do Estado para 2017, sobre o qual o líder do PSD continua a dizer que só vai pronunciar-se quando houver documento do Governo em cima da mesa. Já sobre as declarações desta manhã de António Costa em relação ao tema mais não-tema dos últimos dias (a hipótese de haver um segundo resgate em Portugal), Passos Coelho defendeu que não interessa a ninguém colocar hipótese de segundo resgate e negou estar por dentro das indiretas deixadas pelo primeiro-ministro. “Não vejo sequer que interesse a alguém na política portuguesa, muito menos a quem já desempenhou lugares de responsabilidade como eu, que essas hipóteses sequer possam ser consideradas”, disse.

Esta manhã, dizendo que não tinha o menor cabimento falar-se de segundo resgate, Costa sugeriu que quem espera o “diabo” deve dedicar-se antes à caça de “pokémons”, numa alfinetada ao líder do PSD. “Não conhecia essas declarações mas nem vale a pena pronunciar-me, elas falam por si”, disse Passos.

O tema surgiu esta segunda-feira quando o ministro das Finanças, Mário Centeno, em resposta à pergunta de uma jornalista da televisão norte-americana CNBC, disse que tentaria tudo para evitar um segundo resgate. Passos Coelho falaria do assunto, indiretamente, no discurso de encerramento das jornadas parlamentares, em Coimbra, onde sugeriu que só haverá novo resgate financeiro a Portugal se o Governo quiser — como “consequência de um ato deliberado”. Nem Passos nem Centeno, contudo, usaram a expressão “resgate”.

Falando no final da audiência sobre a cimeira de Bratislava que decorre na próxima sexta-feira, Passos Coelho defendeu que o processo de saída do Reino Unido da UE deve ser “amigável” e não “conflituoso” e que o papel de Portugal nesse processo, enquanto o mais velho aliado do Reino Unido, deve ser “construtivo”. “É importante que Portugal possa, à sua escala, desempenhar um papel construtivo que permita que o Reino Unido fique tão próximo quanto possível não só do nosso mercado mas também dos nossos valores em matéria de política externa, defesa e segurança internacional”, disse.

“É importante que do lado do Governo português aparece uma voz em Bratislava que represente esta visão de quem tem interesse em manter o Reino Unido tão próximo quanto possível da União”, reiterou.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt
Aníbal Cavaco Silva

Indispensável /premium

Maria João Avillez
268

Fica-se a conhecer a singularíssima relação que houve entre dois políticos, não quaisquer, Cavaco e Passos, e a aliança que teceram e nunca romperam. A visão é ampla e polifónica, goste-se ou não dela

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)