Donald Trump foi o convidado no programa de saúde “Dr. Oz Show” e surpreendeu a audiência ao entregar um resumo de um exame médico feito há duas semanas. O exame foi feito pelo Harold N. Bornstein, o mesmo médico que, anteriormente, afirmara que se Trump fosse eleito seria o presidente mais saudável da história.

O episódio de “Dr. Oz”, gravado nesta quarta-feira de manhã, irá para o ar nesta quinta-feira, mas os responsáveis da campanha de Trump tinham afirmado que os resultados dos exames médicos não seriam revelados durante o programa. Mas, no início desta semana, Oz terá dito ao pivô da Fox News, Brian Kilmeade, que iria revelar os resultados de um exame médico a que Trump tinha sido submetido semanas antes.

Segundo o que foi divulgado, Oz fez “uma revisão completa de sistemas” ao candidato republicano, o que terá incluído o sistema nervoso, cabeça e pescoço, níveis hormonais, saúde cardiovascular e respiratória, bexiga e próstata e o histórico médico familiar de Trump. Oz disse que a sua interpretação da carta de Bornstein é a de que Trump não tem quaisquer problemas de saúde. O colesterol, elevado, baixou após lhe ter sido prescrito um medicamento.

O candidato republicano nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, que se realizam em novembro próximo, gosta de fast-food e diz não ter tempo para fazer exercício físico durante a campanha. Nem mesmo para jogar golfe, como gostaria, mas disse que gostava de perder entre 15 a 20 quilos.

A saúde dos candidatos à Casa Branca está a transformar-se num tema central da campanha, sobretudo depois de Hillary Clinton ter sido diagnosticada com uma pneumonia, na sexta-feira passada, depois de ter abandonado a cerimónia de homenagem às vítimas do 11 de setembro de 2001. A doença apenas foi revelado publicamente no domingo seguinte.

Numa sondagem, realizada pela The Morning Consult, divulgada nesta quarta-feira, mais de metade dos 1.501 entrevistados considera que Clinton está a mentir sobre o seu estado de saúde. Apenas 29% dos entrevistados acredita que a candidata democrata fornece informações precisas sobre o seu estado clínico, ao passo de que 37% afirma que Donald Trump mente sobre a sua “saúde de ferro”.

Quatro em cada 10 americanos, 41% dos entrevistados, descreve a saúde de Hillary Clinton como abaixo da média ou muito fraca. No entanto, metade dos eleitores afirmam que a saúde débil de Clinton não irá afectar o seu voto. Se Trump ganhar as eleições presidenciais em novembro, torna-se no candidato mais velho a assumir a presidência dos Estados Unidos. No caso de Clinton, será a segunda mais velha, depois de Ronald Reagan.