O chefe de Estado português afirmou ter recebido pareceres positivos de outros homólogos europeus sobre a da economia lusa, após o 12.º encontro do Grupo de Arraiolos, que reúne líderes continentais sem poderes executivos, desta vez na Bulgária.

“Das conversas que tive com os outros chefes de Estado – e era uma dezena -, de todos recolhi uma opinião positiva sobre Portugal – a grande maioria era da União Europeia -, uma boa expectativa sobre a evolução da economia e das finanças portuguesas”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, já na Embaixada de Portugal em Sofia.

O Presidente da República, respondendo a perguntas sobre um eventual segundo resgate de Portugal e as metas orçamentais do Governo socialista, salientou que os chefes de Estado com quem esteve reunido desde quarta-feira têm “orientações muito diferentes, de países muito diversos, do norte, centro, leste, e formações e histórias políticas muito diferentes”.

“De todos recolhi um juízo favorável em relação a Portugal”, frisou, depois de um encontro com a recém-criada Câmara de Comércio e Indústria Luso-Búlgara, destinada a promover as relações bilaterais em termos económicos, antes de seguir a pé pelo centro histórico da capital búlgara para um curto passeio antes do regresso a Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa declarou ter explicado aos representantes daquele organismo e a vários emigrantes da comunidade portuguesa na Bulgária “como está a economia portuguesa” e “por que” se está “a fazer tudo para equilibrar as contas internas e externas”, destacando “um ano bom de turismo” e “as expectativas em fazer subir o investimento” no país.

“Saudei a presença de portugueses um pouco por todo o mundo, aqui também na Bulgária, onde muitos deles chegaram há pouco tempo (cozinheiro, agência de turismo, empresa de ‘software’, educação, um bar). Há aqui gente muito nova”, destacou, acrescentando as parecenças entre o povo luso e o búlgaro, ambos “sem complexos” e de relacionamento fácil com outras culturas.

O Presidente da República, apesar de estar em solo pátrio, na Embaixada Portuguesa, recusou novamente comentar medidas governamentais sobre fiscalidade e também o caso do ex-primeiro-ministro José Sócrates e o prolongamento das investigações.