A chanceler alemã, Angela Merkel, disse esta sexta-feira, ao chegar a Bratislava, na Eslováquia, que a União Europeia está numa “situação crítica”. Merkel falou antes de participar na cimeira que quer debater o desenho da Europa após a saída do Reino Unido. Também em Bratislava, o primeiro-ministro António Costa mostrou esperanças em vencer a “desunião” da União Europeia.

“Não é num encontro destes que vamos encontrar a solução para a Europa. Estamos numa situação crítica, mas espero que possamos mostrar que podemos melhorar a segurança económica, combater o terrorismo e oferecer mais postos de trabalho”, disse Merkel aos jornalistas, em Bratislava.

Merkel falava na estabilidade da economia e dos postos de trabalho em todos os países da União Europeia. E não só. A chanceler alemã acrescentou, ainda, que a proteção das “fronteiras externas da Europa” será um tema a discutir. “Mas isto será discutido nos próximos meses, só depois podemos dar passos concretos”. Junker, segundo a imprensa internacional, mostrou, no seu discurso, que este é também um objetivo da Comissão Europeia.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que os 27 Estados reunidos em Bratislava não estão ali para se “confortarem uns aos outros ou para negar os verdadeiros desafios que enfrentam neste momento particular na história”, que é da nova União Europeia depois da saída do referendo no reino Unido.

“Não podemos começar a nossa discussão com este tipo de convicção bem-aventurada de que nada está errado, que tudo estava e está ok (…). Temos de assegurar aos nossos cidadãos que aprendemos a lição do Brexit e que somos capazes de trazer de volta a estabilidade e uma sensação de segurança e proteção eficaz”, disse Donald Tusk.

O primeiro-ministro português, António Costa, falou aos jornalistas numa “fratura cultural e de desconfiança entre o Este e Oeste, o Sul e o Norte” que terão de ser vencidos. E acrescentou que a cimeira não significa mais do que a vontade dos 27 estados-membros em permanecerem unidos. Para isso “é muito bom partir de um ponto realista para saber o que é necessário fazer (…), para identificar caminhos”, acrescentou.