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Triatlo

Peder o título mundial de triatlo e só cruzar a meta com ajuda do irmão

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Jonathan Brownlee estava a metros do título mundial de triatlo, quando um golpe de calor quase o fez desistir. O irmão Alistair ajudou-o a cruzar a meta. Perdeu o título, mas ganhou muito mais.

Alistair e Jonathan Brownlee terminaram juntos a última prova do Mundial de Triatlo, em Cozumel, no México

AFP/Getty Images

Autor
  • Milton Cappelletti
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No desporto não é incomum ver irmãos a competir na mesma modalidade. No caso dos triatletas britânicos Alistair e Jonathan Brownlee, 2016 tem sido uma ano intenso para a história da dupla. Num intervalo de um mês, venceram e perderam juntos as duas disputas mais importantes da modalidade.

Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, superaram outros 53 adversários e venceram a competição, com Alistair a conquistar a medalha de ouro e Jonathan a ficar com a medalha de prata.

Este domingo, durante a última prova do Mundial de Triatlo, em Cozumel, no México, Jonathan estava a a 700 metros da linha de meta, o que lhe garantiria a vitória e o título de campeão do mundo da modalidade, quando o calor e a exaustão começaram a fazer-se sentir no seu corpo. Começou a sentir-se confuso e desorientado e teve de ser auxiliado por um assistente de corrida.

No entanto, Alistair, que estava alguns segundos atrás, apareceu para ajudar o seu irmão. Agarrou-o pelos ombros para o levar, quase empurrado, até ao final da prova. Resultado: Jonathan “caiu” na meta em segundo lugar, enquanto Alistair ficou com a terceira posição.

O sul-africano Henri Schoeman superou os irmãos durante o incidente e venceu a corrida.

O vídeo do momento do final da corrida dos britânicos tem causado furor nas redes sociais:

Crédito: The Guardian

Para Alistair, ajudar o seu irmão a terminar a corrida foi uma “reação natural humana”, apesar de ter significado abdicar da vitória. “Se ele se tivesse vindo abaixo ante da linha de meta, não poderia receber apoio médico e poderia ter sido perigoso. Foi uma reação natural humana para o meu irmão, mas teria feito a mesma coisa por qualquer pessoa. Acredito que isto é o mais perto da morte que uma pessoa pode estar no desporto”, afirmou o atleta, ao jornal The Guardian.

“Gostava que o idiota me tivesse ultrapassado e vencido a corrida. Ele poderia apenas ter corrido mais lento os últimos dois quilómetros”, disse Jonathan à publicação, lamentando ter interferido no resultado final do irmão.

O espanhol Mário Mola, que terminou em quinto, ficou com o título mundial, após as nove etapas da competição.

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