Cerca de quatro mil militares russos e mais de mil veículos e unidades de armamento pesado participam em manobras na autoproclamada República da Ossétia do Sul, anunciaram esta terça-feira fontes militares de Moscovo.

A Ossétia do Sul – que proclamou a independência da Georgia após a guerra com a Rússia em 2008 — vai receber os militares russos que vão permanecer no território para manobras, até ao dia 24 de setembro.

No princípio do ano, o Parlamento e o Presidente da República separatista, Leonid Tibilov, anunciaram a realização de um referendo em 2017 sobre a integração da região na Rússia.

Em março de 2015, o Presidente russo, Vladimir Putin, e Tibilov assinaram um tratado de “aliança e integração” em que Moscovo assumiu a defesa e a segurança da República, tendo instalado várias bases militares na região.

O tratado estabeleceu também as normas de obtenção da cidadania russa para os habitantes da Ossétia do Sul cujo território é encarado, de facto, como um protetorado dependendo totalmente do financiamento de Moscovo.

A Rússia reconheceu a independência da Ossétia do Sul após a guerra travada com a Georgia, em agosto de 2008, na altura em que o então Presidente georgiano, Mikail Saakasvilli, tentava recuperar o controlo do território.

Na Ossétia do Sul, que a Georgia considera como região ocupada pelas tropas russas, vivem atualmente 60 mil habitantes, sendo que após o colapso da União Soviética, no início dos anos 1990, o território era habitado por mais de 100 mil pessoas.