Menos 333 pessoas receberam o Complemento Solidário para Idosos (CSI) em agosto, face a julho, mas comparando com o período homólogo do ano anterior houve menos 5.771 idosos a beneficiar desta prestação social, revelam dados da Segurança Social.

Segundo as estatísticas do Instituto da Segurança Social (ISS), o CSI foi atribuído a 159.931 idosos em agosto, o que representou uma diminuição de 0,2% relativamente a julho (160.264 beneficiários).

Comparando com o mês homólogo de 2015, em que foram registados 165.702 beneficiários, houve uma quebra de 3,5%.

Apesar das duas alterações legislativas no valor de referência anual (em janeiro passou para os 5.022 euros e, em abril, pelo Orçamento do Estado, passou para os 5.059 euros), o número de beneficiários continua a diminuir.

Segundo o Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), que faz mensalmente a ‘Síntese de informação estatística da Segurança Social’, “os aumentos verificados no início do ano no valor de referência do CSI, ainda não tiveram impacto no aumento do número de beneficiários.

Esta situação, segundo o GEP, deve-se ao facto de o regresso à medida não ser feito de modo automático, implicando que os beneficiários voltem a requerer o complemento.

As mulheres constituem a maioria dos beneficiários, totalizando, em agosto, 112.244, contra 47.687 homens, referem os dados da Segurança Social.

O maior número de beneficiários encontra-se no distrito do Porto (25.890), seguido de Lisboa (23.588) e de Braga (12.071).

As estatísticas divulgam também dados sobre as prestações de doença, adiantando que, em agosto, havia 107.950 beneficiários deste apoio, menos 12,6% relativamente ao mês anterior e superior em 5,3% face ao período homólogo de 2015.

O Gabinete de Estratégia e Planeamento lembra, na síntese, que o número de beneficiários aumentou, em julho, devido “ao processamento nesse mês ter decorrido uma semana depois da data habitual, abrangendo mais lançamentos mensais, o que pode explicar a diminuição tão significativa em agosto”.

As mulheres representam o maior número de beneficiários (60%), apresentando-se em superioridade em todos os grupos etários, referem os dados.

A maioria das pessoas que requereu este subsídio tinha idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos.