AICEP

Presidente da AICEP defende que Portugal deve promover-se como país de design

Miguel Frasquilho afirma que Portugal deve promover e internacionalizar o seu design. O presidente da AICEP afirma que "é uma aposta num setor que está a cotar-se cada vez mais".

INÁCIO ROSA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Portugal deve promover e internacionalizar o seu design em áreas como o mobiliário e acessórios de decoração, defendeu o presidente da AICEP, Miguel Frasquilho, durante a Feira do Design de Londres. A AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal organizou, pela primeira vez, um pavilhão nacional, chamado “Inspiring Portugal” (“Portugal Inspirador”) neste evento, que tem espaços de mais 14 países.

“É uma aposta num setor que está a cotar-se cada vez mais. Recebemos a candidatura de centenas de empresas, mas tivemos de selecionar 25”, garantiu Frasquilho durante a inauguração, na quinta-feira à noite.

Entre os expositores estão a Emotional Objects, que apresentam uma mesa de café e “Íris”, uma manteigueira inovadora, vencedora de vários prémios. “As pessoas têm ficado agradavelmente surpreendidas com a qualidade. Ainda há surpresa porque não imaginam Portugal como um país de ‘design’”, afirmou o ‘designer’ desta marca, João Faria.

A presença neste certame, onde participam 250 designers independentes e 200 marcas internacionais, é uma aposta na tentativa de expansão para novos mercados.

Outra marca participante é a Galula, que produz mobiliário e recebeu destaque nos jornais britânicos Sunday Times e Evening Standard nos últimos dias pelos bancos de cortiça em forma triangular. No ano passado vieram de forma individual, mas os fundadores da marca Gustavo Macedo e Filipa Mendes não quiseram perder esta oportunidade de voltar. “Dá credibilidade estar nestas feiras”, garantiu Macedo à Lusa.

A Agência para o desenvolvimento turístico das Aldeias do Xisto – ADXTUR trouxe peças criadas desenvolvidas por criadores nacionais, designers e universidades, no âmbito dos projetos “Craft+Design+Identidade”, inspiradas na cultura e tradição do centro de Portugal.

“Revolta dos Legumes”, da Casa da Olaria, peças em forma de couve lombarda, ou “lmotolia, Regador, Taças”, da Casa Luzarte, concebidos a partir de cobre e inspirados em objetos que antes eram feitos em lata, são algumas das obras em exposição. “Fazem parte da identidade daqueles lugares. Para ser único a nível do ‘design’, o país deve encontrar a reserva de identidade portuguesa que o mundo rural tem”, defendeu o coordenador da ADXTUR, Rui Simão.

A Feira de Design de Londres, que decorre até domingo, ocupa um espaço de 12.500 metros quadrados espalhados por três andares e é o palco mais internacional do Festival de Design de Londres, este ano na 13ª edição. Este inclui ainda a 100% Design, que termina no sábado e onde estão a título individual sete empresas portuguesas, e a Decorex, que decorreu entre 18 e 21 de Setembro com a participação de 10 empresas, sete das quais com o apoio da AIMMP – Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal.

Portugal vai também estar em destaque na London Design Bienale, que decorre até domingo, com um pavilhão apoiado pela DGARTES, com ‘design’ de Marta de Menezes e Pedro Miguel Cruz e que tem como curador Manuel Lima.

Em paralelo, várias marcas, como a Corque Design e a Two.Six, aproveitaram para realizar lançamentos próprios em lojas ou espaços independentes.

Em 2015, a exportação portuguesa do sector Fileira Casa realizou vendas de cerca de 170 milhões de euros para o Reino Unido, o que correspondeu a um crescimento de 20% relativamente a 2014, posicionando o mercado britânico na quarta posição num ‘ranking’ de 21 países clientes de Portugal, segundo a AICEP.

No mesmo período, as exportações de mobiliário de Portugal para o Reino Unido cresceram cerca de 49%, a iluminação cerca de 28%, as utilidades domésticas 7,4%, a cerâmica cresceu 11,3% e por fim as exportações de têxteis-lar cresceram em 10,9%.

A cutelaria foi o produto que maior crescimento registou neste setor, tendo as vendas para o Reino Unido disparado 106% entre 2014 e 2015.

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