Os trabalhadores da Hyundai Motor na Coreia do Sul iniciaram esta segunda-feira uma greve total, a primeira do tipo desde 2004, que obrigou o maior fabricante de automóveis do país asiático a parar a sua linha de produção.

“Se a empresa não quer que avancemos juntos, vamos mostrar-lhes as consequências das suas ações”, afirma o sindicato da empresa num panfleto oficial hoje divulgado.

A atividade nas fábricas da Hyundai na Coreia do Sul foi suspensa às 06:45 (22:45 de domingo em Lisboa) devido à greve convocada após a recusa da última proposta de melhoria de condições laborais emitida pela direção da empresa.

A Hyundai Motor ofereceu um aumento salarial de 58.000 won (46,7 euros) por mês, um bónus, de caráter único, de 3,3 milhões de won (2.660 euros) e disponibilizou-se a retirar a proposta de um teto salarial que havia sido criticada pelo sindicato.

Os 50 mil membros do sindicato — que aglutina uma larga maioria dos aproximadamente 65 mil funcionários da Hyundai — rejeitaram a oferta, com 78,05% dos votos, considerando-a insuficiente.

Nos últimos meses, as duas partes sentaram-se à mesa para negociar por 26 ocasiões e foram registadas 19 paralisações parciais só este ano, as quais resultaram no fabrico de menos 101.400 automóveis e perdas na ordem dos 2,23 biliões de won (1,79 milhões de euros).

O sindicato do fabricante automóvel garantiu que ao longo desta semana irão dar continuidade às paralisações de seis horas por dia, com exceção dos dias em que haja negociações com a entidade patronal.