A taxa de desemprego aumentou uma décima de 10,9% para 11% em agosto, avançou esta quinta-feira a estimativa provisória do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os números de julho, agora definitivos, foram revistos e passam de 11,1% para 10,9%.

Boas notícias em julho, más notícias em agosto. Os números dados a conhecer esta quinta pelo INE dizem que a taxa de desemprego em julho foi melhor do que havia sido divulgado o mês passado. Os números passam agora a definitivos e mostram uma trajetória descendente desde fevereiro deste ano.

Só em julho, segundo o INE, havia menos 5,5 mil pessoas a engrossar a taxa de desemprego. Em agosto, o sinal é contrário, já que a taxa de desemprego inverte a descida e agrava-se em 0,1 pontos percentuais. Há um ano, em agosto de 2015, a taxa de desemprego era de 12,3%.

A estimativa provisória da população desempregada em agosto deste ano é de 561,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4.561,9 mil pessoas.

O acréscimo mensal observado na taxa de desemprego resultou assim, de acordo com o INE, do aumento da população desempregada (2,2%) e do decréscimo da população empregada (0,5%).

A taxa de desemprego das mulheres igualou a dos homens (11%), enquanto a dos jovens se situou em 27,9%, um aumento de 0,7 pontos percentuais em relação ao valor definitivo do mês anterior.

A estimativa definitiva da taxa de desemprego de julho corresponde a uma diminuição de 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior, “prosseguindo-se a trajetória descendente que se verifica desde fevereiro de 2016”, destaca o INE. A estimativa definitiva da população desempregada de julho situou-se em 559,8 mil pessoas, tendo diminuído 1% em relação ao mês anterior.

A estimativa definitiva da população empregada de julho foi de 4.568,5 mil pessoas, o que representa um aumento de 0,5% face ao mês anterior (mais 22,5 mil pessoas).

Estes dados, contudo, devem ser lidos com cautela, já que no destaque do próximo mês podem ainda ser revistos, que tem sido o caso habitualmente.