É o primeiro procedimento judicial que se conhece sobre o polémico livro escrito pelo jornalista José António Saraiva. De acordo com o próprio autor, a jornalista Fernando Câncio “interpôs uma providência cautelar para retirar o livro de venda”.

Numa entrevista à CMTV, Saraiva falou no seu livro “Eu e os políticos” e de toda a polémica que o envolveu. A dada altura revela a existência da providência cautelar — da qual teve conhecimento na quarta-feira ao fim do dia — e diz que Fernanda Câncio considerou que as referências que lhe são feitas no livro significam “uma intromissão na vida privada dela”. Para se defender, o ex-diretor do semanário Sol, refere que a passagem sobre Fernanda Câncio “mostra uma conduta bastante livre e a relevância é ela ter sido namorada de um ex-primeiro-ministro”, José Sócrates.

O nome de Fernanda Câncio é referido no livro, por seis vezes, a propósito deste relacionamento, com José António Saraiva a fazer “um parêntesis”, a dada altura do livro, para falar da jornalista.

O livro do ex-diretor do Sol e antigo diretor do Expresso tem estado envolto numa forte polémica desde que foi conhecida a sua publicação, por revelar pormenores da vida íntima de algumas figuras públicas (sobretudo políticos) que lhe foram confidenciados em conversas que foi tendo ao longo da vida como jornalista. O livro chegou a estar para ser apresentado pelo ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que acabou por desistir depois da controvérsia provocada pelas revelações que constavam no livro.