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Quercus entrega petição ao ministro do Ambiente para travar caça na Serra da Malcata

A Quercus entregou uma petição com mais de 5 mil assinaturas para travar a caça na serra da Malcata. A associação argumenta que não se conhece até à data nenhum estudo sobre as espécies lá residentes.

Em causa está a revogação de uma portaria com quase 23 anos, no dia 8 de fevereiro, que interditava a prática cinegética na Reserva Natural da Serra da Malcata

LUSA/LUSA

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  • Agência Lusa
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A Quercus entregou aos ministros do Ambiente e da Agricultura uma petição com 5.486 assinaturas para travar o regresso da caça à Reserva Natural da Serra da Malcata, aprovada em fevereiro pelo Governo, anunciou esta terça-feira a associação ambientalista.

Em comunicado, a Quercus informa ter entregado ao Presidente da República e aos ministros do Ambiente e da Agricultura, ao presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e aos partidos uma petição pública com 5.486 assinaturas para travar a caça na serra da Malcata.

Em causa está a revogação de uma portaria com quase 23 anos, no dia 8 de fevereiro, que interditava a prática cinegética na Reserva Natural da Serra da Malcata.

Na altura, o ministério do Ambiente justificou a revogação, salientando disse que “são inequívocas” as vantagens do ordenamento cinegético para a conservação dos recursos naturais.

“A Quercus tem vindo a contestar esta opção da tomada pelo governo, pois a mesma pode colocar em causa a recuperação de várias espécies presa que se encontram a recuperar na zona, tais como o corço, o veado ou o coelho e ainda de espécies em perigo como o lince, o lobo ou o abutre-preto”, é referido.

No entender da associação ambientalista, a decisão do Governo de voltar a permitir a caça na Serra da Malcata carece da devida fundamentação científica, não se conhecendo até à data nenhum estudo sobre as populações de espécies que possam vir a ser exploradas cinegeticamente.

“Esta opção também representa um aumento do risco para o Plano Nacional de Reintrodução do lince-ibérico, através do qual estão a ser investidos milhões de euros, e que prevê que venham a ser libertados linces nesta área protegida”, é indicado.

A Quercus diz que não está contra a atividade cinegética, mas lembrou que o “abate a tiro é uma das principais causas de morte não natural do lince-ibérico e do lobo-ibérico”.

No comunicado, a Quercus solicitou ainda ao Governo que cumpra duas resoluções do PAN e do Bloco de Esquerda (BE) aprovadas em maio na Assembleia da República, que recomendam ao executivo que volte a proibir a caça na Reserva Natural.

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