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FMI. Portugal com défice de 3% este ano e no próximo

Fundo não muda previsões do défice até 2017, ambas com apenas duas semanas, e espera agora um défice nos 2,9% até 2021, o pior registo da zona euro (Grécia não tem dados para esse período).

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MÁRIO CRUZ/LUSA

MÁRIO CRUZ/LUSA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a previsão do défice de 3% para Portugal este ano e no próximo face ao que tinha dado a conhecer há duas semanas, e piora em uma décima a sua previsão a longo prazo em uma décima. Dívida vai continuar a descer, mas a um ritmo menor.

Portugal ainda poderá estar longe de cumprir a meta do défice acordada com o Conselho da União Europeia e mesmo baixar o défice para menos de 3%, tanto este e no próximo, isto aos olhos do FMI, na atualização do Fiscal Monitor, o relatório do FMI que avalia a situação orçamental dos diversos países, pelo qual o Departamento liderado pelo ex-ministro das Finanças do anterior Governo, Vítor Gaspar, é responsável.

Os ministros das Finanças da União Europeia acordaram no início de agosto dar mais um ano a Portugal para reduzir o défice para menos de 3% e estipularam uma nova meta para o Governo cumprir. A meta, de 2,5% do PIB, é até mais benévola que a meta do próprio Governo no Orçamento do Estado para 2016, conhecido em fevereiro, de 2,2%, mas ainda assim o FMI continua a não acreditar nas contas do Governo.

Os números são piorados até 2021 face aquilo que era projetado em Abril, altura em que publicou pela última vez o Fiscal Monitor, todos em uma décima. Ou seja, o Fundo espera que o défice baixe no máximo em uma décima de 2017 para 2018, mas se mantenha nos 2,9% do PIB até ao final de 2021.

As previsões a mais longo prazo estão, naturalmente, rodeadas de enorme incerteza, devido não só a incapacidade de prever, especialmente a tão longo prazo, as condições económicas, mas também porque não tomam em conta quaisquer medidas de política que não tenham já sido tomadas.

Dívida a descer menos, mas a descer

Ainda com grande incerteza em relação ao que vai acontecer no final do ano, em especial devido à operação de capitalização da Caixa Geral de Depósitos (quando será feita e como será tratada em termos de contas públicas), o Fundo revê o nível a que espera a dívida pública no final deste ano em apenas uma décima e para melhor, de 128,5% para 128,4% do PIB, face ao que esperava há duas semanas. Os números para o próximo ano mantêm-se.

Já comparado com os dados que deu a conhecer em abril, com previsões anuais até 2021, o FMI aponta agora a uma redução da dívida pública menos intensa. Antes, o Fundo apontava a que Portugal chegasse ao final da legislatura com uma dívida nos 125,6% do PIB. Agora espera que a dívida continue a descer, mas que não passe dos 127% nessa altura (2019), mais 1,4 pontos percentuais do PIB.

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