Os clubes decidiram esta sexta-feira, por unanimidade, em Assembleia Geral Extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, dar 30 dias à anterior Comissão Executiva, liderada por Mário Figueiredo, para explicar verbas que poderão representar danos para o organismo.

Mário Costa, presidente da AG da Liga, esclareceu que os representantes dos clubes presentes esta sexta-feira na sede da Liga, após análise do relatório apresentado pela Deloitte, levantaram dúvidas sobre valores de viagens e comissões pagas pelo anterior Executivo.

Os clubes analisaram os prós e os contras desse documento, discutiram várias alternativas que podiam ser tomadas, tendo em conta alguns atos praticados, e antes de tomar qualquer medida judicial contra o Dr. Mário Figueiredo, decidiram, por unanimidade, enviar uma carta para todos os elementos da Comissão Executiva da altura para que eles pudessem se pronunciar sobre as conclusões do relatório”, explicou Mário Costa.

Neste sentido, Mário Costa acrescentou que “vai ser dado um prazo de 30 dias” para os anteriores dirigentes responderem.

No final desse prazo, e mediante o contraditório que poderá ser feito, irá ser convocada uma nova Assembleia Geral para que se possam tomar decisões em relação a esse assunto”, clarificou o presidente da AG.

Mário Costa explicou ainda as questões levantadas sobre a gestão de Mário Figueiredo, referindo, de forma geral, os pontos que suscitaram dúvidas.

O relatório mostrou que haviam algumas verbas, viagens e comissões que foram cobradas à Liga na altura da presidência do Dr. Mário Figueiredo. Mas como não foi conclusivo se havia dano ou não para a Liga, antes de se tomar qualquer providência, decidiu-se questionar sobre o teor do relatório. Em função dessas explicações, a Liga irá tomar uma decisão em Assembleia Geral”, concluiu.

Na reunião foi ainda aprovado o modelo de distribuição das verbas da UEFA relativas à época passada, com os clubes que não participaram nas competições europeias a receberem 128 mil euros cada.