Há cada vez mais estudantes universitários a formarem núcleos católicos na cidade de Lisboa. Nos últimos cinco anos, o número de núcleos passou de quatro para 16 — um aumento de 400%, que, para o padre Nuno Amador, diretor da Pastoral Universitária do Patriarcado de Lisboa, “nasce da vontade dos alunos de viver uma identidade cristã na sua própria universidade”.

O responsável explica ao Observador que “estes núcleos são grupos de alunos que têm em comum, em primeiro lugar, essa identidade católica, e que se vão conhecendo no meio universitário”. Nos últimos anos, houve um movimento que contribuiu para o aparecimento de grande parte destes grupos: a Missão País. Trata-se de “uma iniciativa ligada ao movimento de Schoenstatt”, que leva grupos de estudantes universitários a vários pontos do país em atividades de missão. “Isto foi deixando aos estudantes o desejo de continuaram a missão ao longo do resto do ano, e foram surgindo a partir daí estes núcleos”, esclarece Nuno Amador.

Os grupos “juntam-se organizam-se formal ou informalmente, e organizam atividades como tempos de oração, celebrações de missas, conferências, debates, atividades de ação social, peregrinações ou retiros”, e atuam de forma independente. Mas o Patriarcado faz questão de “reunir habitualmente com os responsáveis”, para discutir de que forma estão os núcleos a contribuir para a vida universitária.

No próximo dia 15 de outubro, acontece o primeiro NECtalks, um encontro de núcleos de estudantes católicos, que visa discutir as possibilidades de “um trabalho comum”. “Que especificidades deve haver em nos núcleos de cada faculdade?”, questiona Nuno Amador. O encontro, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, contará com a presença do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.