O presidente da Assembleia da República defendeu nesta quarta-feira a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “do futuro” deve honrar a “memória e a visão” da sua fundação, há 20 anos, enquanto aprofunda a cooperação, comércio e segurança.

“Saúdo a visão da geração de estadistas que há 20 anos souberam ultrapassar bloqueios anacrónicos e assim fundar a CPLP, uma nova comunidade no concerto das nações, que tem por base uma história e uma língua comum, uma profunda ligação entre povos e culturas, mas que se projeta cada vez mais como uma comunidade de cooperação, de comércio, de desenvolvimento económico e de segurança”, disse hoje Eduardo Ferro Rodrigues, na abertura da evocação dos XX anos da comunidade, no parlamento.

O presidente da Assembleia da República deixou um desafio: “Saibamos honrar a memória e a visão dos fundadores através da construção dessa CPLP do futuro”.

Ferro Rodrigues sustentou que a “condição europeia” de Portugal “não é incompatível” com as vocações atlântica e universal, da mesma forma que “a independência dos povos de língua portuguesa também não implica uma política de costas voltadas em relação a Portugal”.

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“Saramos, sarámos e continuamos a sarar as feridas do colonialismo”, declarou.

“Em nome dos laços históricos e culturais que unem os povos de língua portuguesa, em nome interesses estratégicos comuns, Portugal reforça-se na Europa graças à sua vocação atlântica e universalista, e também no mundo, e os restantes países de língua portuguesa reforçam-se na relação com a Europa e com um Portugal democrático e europeu”, acrescentou Ferro Rodrigues.