No final das reuniões dos partidos com o Governo, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares falou sobretudo para responder às críticas da oposição. Pedro Nuno Santos garantiu que as negociações à esquerda estão “a correr bem”, que “ainda há trabalho para fazer”, mas afirmou já que no Orçamento do Estado que será entregue sexta-feira não se substituiu “austeridade de direita por austeridade de esquerda”.

A principal garantia que o governante responsável pelas relações com os partidos que apoiam o Executivo trazia para dar tinha a ver com impostos: “Pela segunda vez o nível de fiscalidade, ou a carga fiscal, baixa”, garantiu. E atacava a oposição que “mesmo sem conhecer a proposta vai falando de aumento de impostos”: “Este Orçamento tem uma redução da carga fiscal”. Pedro Nuno Santos comparou mesmo a ação do atual Governo, com a do anterior:

Não há substituição de austeridade de direita por austeridade de esquerda. Não tem paralelo o que estamos a fazer com o que foi feito e o que estamos a fazer é feito ao mesmo tempo que cumprimos metas. Estamos a mostrar que é possível viver melhor em Portugal, sem incumprir metas”

Quanto às negociações com PCP, BE e Verdes, Pedro Nuno Santos fala “num trabalho em curso que está a correr bem”, admitindo que ainda existem questões em aberto, que desvalorizou. “Há diferenças em várias matérias, isso é normal, temos de estar habituados a este avanço que a nossa democracia fez. Não há nenhum partido a determinar o Orçamento, mas um trabalho que é feito de forma coletiva”, disse o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

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Confrontado com o facto de os partidos que apoiam o Governo no Parlamento estarem a empurrar para a especialidade acertos nas principais questões, como é o caso das pensões, o governante limitou-se a dizer que o debate “na especialidade é mais um momento de trabalho. Continuaremos a trabalhar em conjunto”. A “negociação é permanente”, sublinhou.

O secretário de Estado recusou-se a esclarecer pormenores sobre o eventual faseamento do fim da sobretaxa de IRS em 2017, mas garantiu que “esta solução de Governo não faz troca de medidas”, quando confrontado com a possibilidade dessa medida vir para compensar o aumento de pensões que está a ser pedido pelo PCP e BE.