O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou o Governo de apresentar “cenários irrealistas” e anteviu o aumento dos impostos indiretos no próximo Orçamento do Estado, a apresentar na sexta-feira.

“O cenário do Governo é muito irrealista. É preciso apontar uma meta realista. O Governo dá a ideia de que está a dar mais rendimento aos portugueses e que tudo será bom. Ora, temos aqui um milagre que não se percebe porque nunca foi feito”, afirmou o antigo primeiro-ministro.

Pedro Passos Coelho, que falava aos jornalistas à saída de uma visita a uma fábrica de instrumentos médicos no concelho de Odivelas, afirmou que os resultados mostram que a economia portuguesa “estagnou este ano” e que as previsões para o resto de 2016 “não são muito positivas”.

“Não há uma economia a crescer mais. Se aí vem mais dinheiro, de onde é que ele vem?”, questionou o líder do PSD, respondendo que estava convicto de que “irão vir mais impostos indiretos sobre as famílias portuguesas”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Sobre o caminho que deveria ser seguido, Pedro Passos Coelho defendeu que o Governo deverá alterar a sua abordagem económica e privilegiar a atração de investimento externo e o crescimento das exportações.

“Não se podem fazer mais reversões. É necessário oferecer mais confiança aos investidores e não criar cenários de incerteza”, apelou.

Em jeito de conclusão, o líder do PSD instou o Governo a apresentar um Orçamento do Estado que seja “realista” e que não contenha medidas “artificiais”.