Barack Obama e Hillary Clinton não pouparam elogios a António Guterres, no dia em que foi aclamado na Assembleia-Geral da ONU como novo secretário-geral. Em comunicado publicado na página oficial da Casa Branca, o Presidente norte-americano compromete-se a dar total apoio ao novo líder das Nações Unidas. Obama garante “apoio total” a Guterres quando assumir o cargo a 1 de janeiro de 2017 e afirma ter a confiança de que o antigo primeiro-ministro de Portugal tem “o caráter, a visão e as competências” necessárias para chefiar as Nações Unidas num momento “tão crítico” como o atual.

“Em nome dos EUA, congratulo António Guterres na eleição de hoje como o próximo secretário-geral das Nações Unidas. Como membro fundador e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos da América garantem apoio total a Guterres quando assumir a liderança da ONU a 1 de janeiro de 2017”, lê-se na nota assinada por Obama.

Também a candidata presidencial democrata norte-americana, Hillary Clinton, considerou esta quinta-feira que António Guterres “provou ao longo da sua carreira ser um defensor dos Direitos Humanos e um representante dos mais vulneráveis.” “Enquanto Alto-comissário para os Refugiados, deu ajuda e esperança a milhões de homens, mulheres e crianças que foram forçadas a fugir das suas casas. E é um construtor de consensos que consegue unir as pessoas para avançar interesses comuns e enfrentar desafios comuns“, disse Clinton.

A democrata, que é a primeira mulher nomeada por um dos dois grandes partidos à presidência e pode tornar-se a 8 de novembro a primeira mulher Presidente dos EUA, salientou ainda a promessa de paridade feita pelo designado secretário-geral das Nações Unidas. “Fiquei sensibilizada por Guterres indicar a igualdade de género como uma prioridade principal nas nomeações para cargos seniores. Encorajo fortemente esforços para aumentar a diversidade na liderança da ONU”, disse.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

No primeiro discurso na Assembleia-geral da ONU, após aclamação como 9.º secretário-geral das Nações Unidas, que iniciará funções em 1 de janeiro de 2017, António Guterres repetiu as duas palavras que resumem o que sentiu quando soube da decisão tomada pelo Conselho de Segurança de o indicar para liderar a organização internacional: “gratidão e humildade”. Mas agora juntou-lhe “um profundo sentido de responsabilidade”, garantindo que não terá todas as respostas, nem imporá opiniões.

“Se for eleita Presidente dos EUA, espero ansiosamente trabalhar com Guterres e todos os nossos parceiros para moldar um futuro mais pacifico e próspero para cada cidadão do mundo”, concluiu Hillary Clinton.