Militares egípcios lançaram hoje ataques aéreos contra alvos ‘jihadistas’ na Península do Sinai, anunciou o Exército egípcio, depois do Estado Islâmico (EI) ter matado na sexta-feira 12 soldados egípcios num ‘checkpoint’.

O norte do Sinai é uma fortaleza dos extremistas sunitas, que mataram centenas de soldados e polícias desde a queda do presidente islamita egípcio Mohamed Morsi em 2013.

Na sexta-feira os 12 soldados egípcios morreram quando morteiros e foguetes foram disparados contra um posto do exército a oeste de El-Arish, capital da província de Sinai do Norte, de acordo com funcionários.

O Exército disse num comunicado lido na televisão que os aviões tinham saído de madrugada para uma missão de reconhecimento e bombardeamento que durou várias horas e que ainda estava a decorrer.

Os militares disseram que os alvos eram esconderijos de extremistas armados envolvidos no ataque de sexta-feira e adiantaram que foram mortos ‘jihadistas’ e destruídas armas.

Entretanto, já este sábado, rebeldes sírios apoiados pela Turquia iniciaram um ataque às posições do Estado Islâmico na vila de Dabiq, no noroeste da Síria.

A notícia foi divulgada pela Reuters por um comandante do grupo sírio envolvido com o observatório britânico para os direitos humanos estabelecido no país. De acordo com o Observatório, estão em Dabiq cerca de 1.200 membros do EI.

Os rebeldes sírios têm vindo a recuperar terreno frente ao EI, desde o passado dia 24 de agosto, em diversos ataques em que contaram com o apoio das forças armadas turcas.

Dabiq é um reduto simbólico e importante para o EI, porque acreditam que este é o terreno de batalha entre as forças islâmicas e os cristãos “infiéis”. O grupo terrorista acredita que é ali que começará o apocalipse.