A CDU fez queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) por alegada manipulação do símbolo desta força política nos boletins de voto. Na queixa, a que a agência Lusa teve acesso, assinada pelo mandatário regional da coligação, Jaime Araújo Pacheco, a CDU (PCP e PEV) considera que o seu símbolo se apresenta “manipulado na reprodução inscrita nos boletins de voto”.

Para a CDU, esta situação prejudica “gravemente a sua identificação e perceção pelos eleitores, situação suscetível de causar graves implicações nos resultados eleitorais”.

O coordenador regional da CDU nos Açores, Aníbal Pires, explicou à Lusa que o símbolo foi diminuído “mais de um terço do seu tamanho”, o que para “alguns eleitores gera confusão, dado que há outro partido [PCTP/MRPP] que apresenta no seu símbolo também a foice e o martelo”.

“Na verdade, o símbolo inscrito no boletim de voto não corresponde ao símbolo oficial registado no Tribunal Constitucional e apresenta muito piores condições de legibilidade e identificação da candidatura concorrente”, adianta o texto da queixa.

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Segundo a CDU, esta situação só pode ter acontecido “atendendo ao facto de terem sido entregues em todos os tribunais as reproduções constantes da inscrição no Tribunal Constitucional e do símbolo impresso corresponder a uma reconstrução com inserção de elementos inexistentes”.

Nesse sentido, para a CDU ocorreu “uma manipulação pelos serviços regionais encarregues da impressão dos boletins”. “Para os efeitos eleitorais, jurídicos e criminais julgados necessários pela Comissão Nacional de Eleições aqui se deixa exposta a situação, entretanto já objeto de reclamação pelos delegados em várias mesas da região”, refere ainda a queixa.

Afluência às urnas era de 29,29% às 16h00 locais

De acordo com dados da Direção Regional de Organização e Administração Pública (DROAP), no universo de 228.160 eleitores, votaram 66.825 até às 16h00.

Segundo esta direção regional, há quatro anos, até à mesma hora, tinham votado 34,37% dos eleitores.

Nas eleições regionais de 2008, a abstenção registou a maior taxa de sempre neste tipo de sufrágio, com 53,34% dos 192.943 eleitores a não votarem. Há quatro anos a abstenção situou-se nos 52,14%.

Nas eleições deste domingo, os votantes vão escolher os 57 deputados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

De acordo com os resultados das eleições legislativas regionais, o Representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Para estas eleições regionais, o Observador preparou cinco perguntas para perceber o que está em causa na corrida às urnas. E uma nota importante: até a esquerda quer roubar a maioria ao camarada Vasco.