A Polícia Judiciária encontrou esta segunda-feira à tarde o Opel Astra utilizado pelo alegado homicida de Aguiar da Beira na sua fuga. A viatura foi apreendida na aldeia de Carro Queimado, concelho de Vila Real, onde decorrem buscas casa a casa.

O homem procurado pelos crimes de Aguiar da Beira foi avistado este domingo em Moldes, Arouca, onde terá assaltado uma casa e um carro (o mesmo agora encontrado pela PJ) e sequestrado duas pessoas. O carro roubado foi, pouco depois, avistado pela GNR em Vila Real, na zona industrial.

Segundo confirmou a GNR ao Observador, Pedro Dias terá invadido a casa de uma mulher. Quando o vizinho percebeu que estava a ser assaltada, correu em seu socorro e acabou por também ele ser manietado pelo suspeito. Os dois foram amarrados e amordaçados. O suspeito do crime abandonou o local e fugiu no carro do vizinho que socorreu a primeira vítima. As vítimas, ela de 50 e ele de 64 anos, garantem à GNR que o autor do crime foi Pedro Dias, mais conhecido por “Piloto”.

Pedro Dias, natural de Arouca, é suspeito de ter matado um oficial da GNR e um civil, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda. O homem está a ser procurado desde terça-feira, sendo que chegou a haver notícias que davam conta do seu paradeiro em Salamanca, Espanha.

Pedro Dias não agiu sozinho. PJ procura os restantes suspeitos

Enquanto a GNR tem montada uma verdadeira caça ao homem e tem operações montadas à procura de Pedro Dias, a Polícia Judiciária — a quem foi entregue o caso por se tratar de um duplo homicídio — está à procura de mais suspeitos. É que Pedro Dias pode não ter atuado sozinho quando foi intercetado pela GNR. Com ele estariam, alegadamente, dois outros suspeitos, que fugiram e de quem nunca mais se falou.

O coordenador da PJ da Guarda, José Monteiro, admitiu que Pedro Dias pode ter sido ferido durante a fuga. Esta segunda-feira, no interior do Opel Astra roubado e abandonado por Pedro Dias, foram encontradas umas calças ensanguentadas, não tendo ainda sido confirmado que estas pertençam ao fugitivo.

Pedro Dias foi abordado por uma patrulha da GNR na madrugada de terça-feira e abriu fogo. Matou de imediato um dos militares e enfiou-o na bagageira do carro patrulha. Foi junto ao corpo deste militar que foi encontrada a sua identificação — uma vez que era ele que conduzia o carro cuja presença a GNR considerou suspeita.

De seguida sequestrou o outro militar e amarrou-o a uma árvore, tendo-o baleado na cabeça — o militar sobreviveu e conseguiu, horas mais tarde, pedir ajuda. Depois, Pedro Dias mandou uma viatura parar e abriu fogo contra o casal que seguia no seu interior. O homem morreu e a mulher está internada em estado grave.

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