A GNR concentrou, esta segunda-feira de manhã, no distrito de Vila Real, a maior parte da operação de caça ao homem suspeito de ter matado duas pessoas na semana passada, em Aguiar da Beira — um militar da GNR, de 29 anos, e outro homem, civil, ambos baleados por Pedro Dias, também conhecido como “Piloto”.

No terreno estão militares da GNR das divisões de Trânsito, Territorial, Investigação Criminal e da Unidade de Intervenção. Por “questões de segurança”, a Guarda não revela quantos homens tem dedicados a encontrar o suspeito do ataque em Aguiar da Beira. Os militares estão a fazer “controlo de viaturas e de itinerários”, refere ao Observador o major Marco Cruz, responsável pelas relações públicas da GNR.

A operação concentrou-se em Vila Real — “sem descurar as operações noutros locais” — porque foi nessa região que foi avistado o carro (um Opel Astra branco, matrícula 98-57-EA) roubado em Arouca, ontem à tarde. Tudo aponta para que tenha sido o mesmo suspeito a roubar o carro a um homem de 71 anos. O idoso foi em socorro de uma vizinha, que gritou por ajuda, tendo acabado ambos amarrados a uma cama.

Aquilo que estamos a fazer, neste momento, é garantir a segurança das populações em Vila Real”, destaca Marco Cruz.

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A “maior intensidade das ações” dos militares está centrada em Vila Real pela suspeita de que o autor dos ataques se encontra no distrito.

Há também a suspeita, por parte da Polícia Judiciária, de que o alegado responsável por estes ataques não tenha agido sozinho. No entanto, as informações sobre o segundo elemento são mais escassas.

A operação de caça ao homem começou na semana passada, depois de, numa patrulha de madrugada, junto a um hotel em construção na zona industrial de Aguiar da Beira, dois militares terem sido baleados ao tentar identificar o condutor de um carro suspeito estacionado na zona.

Na altura em que analisavam os dados de Pedro Dias, um dos militares foi atingido mortalmente. O segundo foi obrigado a colocar o corpo do colega na bagageira do carro. Mais tarde, amarrou o segundo militar a uma árvore e baleou-o na cabeça — mas o disparo não matou o elemento da GNR, que acabou por revelar-se uma testemunha-chave de todo o caso.

Entretanto, outras quatro pessoas foram atacadas pelo principal suspeito, tendo um delas acabando por morrer. Pedro Dias, que continua a monte, fez, até ao momento, duas vítimas mortais.