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Reconquista de Mossul já começou

Este artigo tem mais de 5 anos

A operação para a reconquista da cidade iraquiana de Mossul ao Estado Islâmico já teve início. Depois dos EUA e da ONU agora foi a vez da Turquia reagir.

A guerra na Síria começou em 2011 e já fez mais de 300 mil mortos
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A guerra na Síria começou em 2011 e já fez mais de 300 mil mortos

AHMED JALIL/EPA

A guerra na Síria começou em 2011 e já fez mais de 300 mil mortos

AHMED JALIL/EPA

Depois dos Estados Unidos declararem como decisiva esta ofensiva e das Nações Unidas manifestarem preocupação com a segurança da população, a Turquia , através do seu presidente, Recep Tayyip Erdogan, afirmou esta segunda-feira estar “fora de questão” que a Turquia fique à parte da operação lançada por Bagdad para recuperar Mossul, que está sob a alçada do grupo extremista Estado Islâmico no norte do Iraque.

“Faremos parte da operação, estaremos à mesa. Está fora de questão que fiquemos à parte”, declarou Erdogan num discurso transmitido pela televisão.

Stephan O’Brien, secretário-geral adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários disse em comunicado: “Estou extremamente preocupado com a segurança de cerca de 1,5 milhões de pessoas que vivem em Mossul, que podem ser afetadas pelas operações militares para a reconquista a cidade” ao Estado Islâmico.

“As famílias estão expostas a um risco extremo de serem apanhadas entre dois fogos ou de serem alvo de atiradores”, acrescentou, ainda.

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O’Brian disse ainda que, “no pior cenário”, um milhão de pessoas pode ser forçada a abandonar as suas casas, dependendo da intensidade e extensão dos combates.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos da América, Ash Carter, também reagiu. Este disse no domingo que a operação de reconquista da cidade iraquiana de Mossul ao Estado Islâmico é decisiva para derrotar o grupo terrorista.

“Este é um momento decisivo na campanha para aplicar a última derrota” aos extremistas do Estado Islâmico, disse Carter, num comunicado.

Carter manifesta confiança em que os aliados iraquianos dos EUA vençam o “inimigo comum e libertem Mossul e o resto do Iraque” do “ódio e brutalidade” do Estado Islâmico.

A operação para a reconquista da cidade iraquiana de Mossul ao Estado Islâmico já teve início, anunciou este domingo o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi.

“O tempo da vitória chegou e as operações para libertar Mossul começaram”, disse o primeiro-ministro, numa declaração transmitida pela estação televisiva iraquiana Iraqiya.

“Hoje declaro o início dessas operações vitoriosas para libertar-vos da violência e do terrorismo do Daesh”, afirmou, dirigindo-se aos residentes da região de Mossul.

O grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (EI), que tomou vários territórios da Síria e do Iraque, em meados de 2014, declarando-os um “Califado Islâmico”, tem sofrido derrota atrás de derrota este ano, preparando-se agora para uma ofensiva contra o seu principal reduto no Iraque: Mossul.

O Estado Islâmico tem vindo a perder ao longo do ano várias regiões na Síria e no Iraque.

No domingo, os rebeldes sírios conseguiram uma vitória sobre o Estado Islâmico, ao tomar – com apoio da aviação turca – a simbólica cidade de Dabiq (Síria), mencionada em profecias apocalípticas sunitas.

A notícia da mais recente derrota do EI surge no dia em que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se deslocou a Londres para reuniões com os aliados europeus, uma iniciativa diplomática que visa pôr um fim ao conflito sírio.

A guerra na Síria começou em 2011 e já fez mais de 300 mil mortos.

Tensão entre Ancara e Bagdad

A Turquia insiste em estar associada à operação para recuperar Mossul, cujo lançamento foi anunciado na noite de domingo para hoje pelo primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi.

As relações entre Ancara e Bagdad ficaram tensas nos últimos dias e na sexta-feira Erdogan ameaçou recorrer a um “plano B” se as forças armadas turcas não fossem associadas à ofensiva.

Ancara está contra qualquer participação na ofensiva de milícias xiitas ou de grupos armados curdos ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, considerado como terrorista pela Turquia).

O governo iraquiano, por seu turno, criticou a presença desde dezembro de centenas de militares turcos numa base em Bachiqa, na região de Mossul, para treinar voluntários sunitas tendo em vista uma reconquista do bastião iraquiano do Estado Islâmico.

“Que ninguém espere que partiremos de Bachiqa”, assegurou hoje Erdogan.

Numa aparente tentativa de fazer baixar a tensão, Ancara enviou hoje uma delegação a Bagdad para discutir a presença militar turca em Bachiqa e a ofensiva de Mossul, segundo a agência noticiosa pró-governamental Anadolu.

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