A GNR mantém um dispositivo no terreno para tentar deter o suspeito dos crimes de Aguiar da Beira, centrando atenções na zona de Vila Real, avançou, esta quarta-feira, à Lusa o responsável pelas relações públicas da GNR, major Marco Cruz.

A operação envolve igualmente elementos da Polícia Judiciária (PJ), responsável pela investigação do caso, frisou.

“Continuamos empenhados e com os mesmos meios no terreno para localizar o suspeito, mas as investigações têm fases distintas”, disse Marco Cruz.

Pelas várias aldeias onde o alegado homicida terá sido avistado não havia, hoje de manhã, qualquer aparato policial, nem sequer patrulhas da GNR, pelo menos visíveis, constatou a Lusa nos vários locais.

Maria do Céu, habitante de uma das aldeias, relatou ter “muito medo” e não ter sequer dormido de noite porque receia que o suspeito arrombe as portas ou janelas da casa.

“Eu até tenho medo de ir sozinha para o campo, já disse ao meu marido para ir ele dar de comer ao gado”, afirmou.

Já Luciana do Nascimento contou que as pessoas andam assustadas com a situação porque é uma zona de mato denso e ele pode estar “lá no meio” escondido.

Pedro Dias, suspeito de matar um militar e um civil, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda, causou ferimentos a duas pessoas, uma delas também militar da GNR, e tem sido procurado pela GNR e pela Polícia Judiciária desde o dia 11, data dos primeiros acontecimentos.

Na fuga, o homem terá sido já localizado em Arouca, distrito de Aveiro, de onde será natural, e na zona de São Pedro do Sul, onde um militar da GNR se terá baleado a si próprio, numa queda.

No domingo, uma patrulha da GNR também terá localizado o suspeito, em Vila Real, mas o homem acabou por conseguir novamente fugir.

Na segunda-feira, ao final da tarde, junto à aldeia de Carro Queimado, naquele concelho transmontano, foi encontrada a viatura que o homem terá roubado em Arouca para se deslocar até Vila Real. Em Arouca, o homem também terá sequestrado duas pessoas, causando-lhes igualmente alguns ferimentos.

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