“É a concretização de um grande desejo. É o pontapé de saída ansiado há mais de 20 anos (…) para reabilitar um equipamento fundamental”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara de Gaia, que irá apoiar as obras estimadas em 16 milhões de euros com três milhões para acessibilidades, arranjos no exterior e complementos de obra.

Eduardo Vítor Rodrigues recebeu finalmente as “boas notícias” prometidas por Adalberto Campos Fernandes no mês passado e os cerca de dois milhões de euros que faltavam para arrancar com a segunda fase da reabilitação do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho (CHVNG/E) serão garantidos pelo próprio funcionamento do hospital e pelo Orçamento do Estado, explicou.

“Uma grande parte da segunda fase do projeto diz respeito a novo equipamento tecnológico que será gerido de forma plurianual”, sustentou.

Na sexta-feira, pelas 11:30, será assim assinado no salão nobre dos Paços do Concelho “o modelo de financiamento” da segunda parte da obra que pressupõe a “cooperação de todas as entidades”, incluindo o próprio Estado.

Segundo o autarca, a definição do modelo de financiamento permitirá agora lançar o concurso público internacional e espera-se que “em meados do próximo ano as obras já estejam em curso”.

No início de maio o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) viu aprovada a candidatura a seis milhões de euros de fundos comunitários, destinados a assegurar a segunda fase das obras de reabilitação que incluem um novo serviço de urgência.

Segundo afirmou então o presidente do Conselho de Administração, Silvério Cordeiro, o hospital tem ainda disponíveis 5,3 milhões de euros, resultantes de realização do capital estatutário.

No final de setembro o ministro da Saúde prometeu para outubro “boas notícias” sobre a segunda fase de obras de reabilitação.

Com uma duração prevista de 18 meses, a segunda fase irá compreender a compartimentação, acabamentos, instalações técnicas e a conclusão de mais três pisos que irão incluir os sérvios de urgência geral, unidade de emergência médica, unidades de cuidados intensivos e intermédios, unidade de AVC, serviço de gastroenterologia, serviço de broncologia, conclusão do serviço de imagiologia e conclusão das acessibilidades e arranjos exteriores.

A primeira fase do novo edifício hospitalar, inserida no Plano de Reabilitação do CHVNG/E com três fases, foi inaugurada em maio e teve um custo de 13 milhões de euros, sete milhões dos quais financiados por fundos comunitários.

Também na sessão de sexta-feira na Câmara de Gaia será apresentada a nova Unidade de Saúde da Madalena, que juntamente com a recém-anunciada unidade de Vilar do Andorinho e a segunda fase do centro hospitalar constituíam as “três grandes prioridades” de Eduardo Vítor Rodrigues para o município na área da saúde.