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"O machismo mata". Mulheres argentinas vestem-se de preto para protestar contra feminicídio

Este artigo tem mais de 4 anos

Depois da morte da jovem Lúcia Peres, de 16 anos, violada e empalada por dois homens, milhares de mulheres argentinas organizaram uma greve e protestaram na rua contra a violência sobre as mulheres.

As manifestantes concentraram-se em vários pontos da cidade e rumaram à Praça de Maio, no centro de Buenos Aires
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As manifestantes concentraram-se em vários pontos da cidade e rumaram à Praça de Maio, no centro de Buenos Aires

AFP/Getty Images

As manifestantes concentraram-se em vários pontos da cidade e rumaram à Praça de Maio, no centro de Buenos Aires

AFP/Getty Images

Milhares de pessoas manifestaram-se esta quarta-feira em Buenos Aires contra a violência sofrida pelas mulheres, na sequência do violento homicídio de Lúcia Peres, uma jovem de 16 anos violada e assassinada na semana passada. O protesto, que ficou conhecido como “quarta-feira negra”, encheu a Praça de Maio, em Buenos Aires, mas estendeu-se a vários outros países da América Latina, com mobilizações a verificarem-se pelo menos no México, Chile, Brasil e Uruguai, segundo o El Español.

O dia na capital da Argentina ficou marcado por uma greve generalizada das mulheres, que, por volta das 13h00, abandonaram os postos de trabalho para ocuparem as ruas. As manifestantes apelaram ao fim do machismo e da violência sobre as mulheres verificada no país — só em 2015, foram assassinadas 235 mulheres, uma média de uma morte a cada 36 horas.

A greve foi convocada por várias organizações de defesa dos direitos das mulheres após a morte de Lúcia Peres, um crime que está a chocar a Argentina. A jovem ter-se-á dirigido a dois homens no sentido de lhes comprar droga, tendo combinado com eles um dia para se encontrarem. Nesse dia, Lúcia Peres dirigiu-se a Matias Farias, de 23 anos, e a Juan Pablo Offidani, de 41, que a levaram para a casa de um deles. Lá, a jovem consumiu marijuana e cocaína, e foi violada pelos homens, que terão ainda usado um pau de madeira para abusar de Lúcia. O homens levaram depois a jovem para um centro de saúde, onde a deixaram dizendo que tinha tido uma overdose, e os médicos já não conseguiram reanimá-la.

O caso foi considerado a gota de água, e as associações já adotaram o lema “nem uma a menos” para as ações de protesto. “Tenho uma neta de 16 anos e tenho de estar com os cabelos em pé todos os dias para ver onde está, a que horas chega do colégio. Não se pode viver assim”, refere uma das manifestantes, citada pela agência Efe.

Vestidas de negro, as mulheres empunharam cartazes com frases como “o machismo mata”, “queremo-nos vivas, livres e sem medo” ou ainda “eu sou vítima”, e deslocaram-se de todos os pontos da cidade até à Praça de Maio, na zona central de Buenos Aires. Durante o protesto, as mulheres apelaram à introdução de políticas públicas que permitam acabar com a “onda de morte”.

Uma das responsáveis da plataforma que tem promovido estes protestos explicou à Efe: “Temos de ser muito contundentes com o pedido de justiça. Os feminicídios estão acima de qualquer estatística na Argentina”. A manifestação foi apoiada pelo presidente do país, Mauricio Macri, que sublinhou o compromisso do governo em “prevenir e erradicar” a violência de género.

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