“A decisão da DBRS de manter o rating da dívida pública portuguesa demonstra a justeza do caminho desenhado pelo Governo para promover a recuperação económica”. É esta a reação do Ministério das Finanças, conhecida poucos minutos depois do anúncio feito pela agência de rating canadiana que permite a Portugal continuar a beneficiar da política de compra de ativos do Banco Central Europeu.

Para o ministério dirigido por Mário Centeno, esta avaliação “aumenta a nossa confiança e a dos mercados nas políticas escolhidas para o país” e tem sido “partilhada nos últimos dias em declarações públicas de reconhecimento do progresso realizado em Portugal, destacando-se as do Presidente do BCE”. Ontem, Mario Draghi afirmou que já houve “progressos assinaláveis em Portugal”. Mas deixou o alerta: “Há vulnerabilidades que o governo conhece e o governo sabe que são necessárias reformas”.

A manutenção do rating por parte da agência canadiana era uma decisão esperada pelas autoridades portuguesas e pelos mercados. Poucas horas antes do anúncio da DBRS, o IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública) anunciou a realização de um leilão de dívida a cinco anos na próxima quarta-feira.

O Ministério das Finanças considera ainda que o crédito que “é dado ao esforço de trabalhadores e empresas em Portugal para colocar o país numa trajetória sustentável de crescimento deve ter tradução numa avaliação mais positiva”. Assegura ainda que o compromisso de Portugal “em honrar as suas responsabilidades é inalienável” e que o Orçamento do Estado para 2017 representa “um esforço de sustentabilidade sem paralelo no euro”, ainda que assumindo prioridades económicas e sociais já anunciadas no Programa de Estabilidade.

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