Várias dezenas de reformados concentraram-se este sábado no Largo de Camões, em Lisboa, para exigir melhores pensões e defender que o aumento de 10 euros previstos no Orçamento do Estado para 2017 contemple as reformas superiores a 628 euros.

“Defendemos o aumento de todas as pensões e o aumento de 10 euros deve ser alargado ao maior número de reformados e pensionistas, porque esse aumento está previsto só para pensões até cerca de 600 euros”, disse à agência Lusa o presidente da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), Casimiro Menezes.

Organizado pelo MURPI, o protesto contou com a presença de idosos de Lisboa, Setúbal, Beja, Santarém e Leiria, que ao som de vários grupos musicais das associações de reformados exigiram “um aumento de pensões e reformas” e “melhores pensões e saúde”.

“É um convívio musical com a intervenção de vários grupos das associações de reformados, onde vamos abordar um problema que é o aumento das pensões para melhorar as condições de vida”, adiantou Casimiro Menezes. Apesar de considerar que “o aumento de 10 euros é insuficiente”, o responsável sublinhou que é um sinal positivo, tendo em conta que “valoriza a perda do poder de compra que se foi verificando nos últimos quatro anos”.

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No entanto, defendeu que o aumento previsto no Orçamento do Estado para 2017 deve abarcar todos os reformados. É o caso de Carlos Pereira, reformado de 71 anos, que tem uma pensão de 800 euros e não vai receber qualquer aumento no próximo ano, apesar de já ter visto a sua reforma sofrer cortes de cerca de 50 euros nos últimos quatro anos.

“Devemos lutar para exigir uma reforma justa para todos aqueles que trabalharam durante toda a vida”, disse à Lusa Carlos Pereira. Apesar de não receber qualquer aumento em 2017, este reformado da Parede (Cascais) considerou que há pensionistas em situações piores, pelo que devem ser dadas melhores condições a milhares de reformados, que recebem pensões muito baixas.