A quarta cimeira luso-cabo-verdiana, prevista para dezembro na cidade da Praia, foi adiada para janeiro por motivos relacionados com a agenda de reuniões do primeiro-ministro António Costa na União Europeia, disse esta terça-feira fonte do Governo de Cabo Verde.

Inicialmente estávamos a prever [a realização da cimeira] para 12 ou 13 de dezembro, mas esta data estava condicionada a uma reunião em Bruxelas, uma cimeira europeia. Estamos a ver se poderá ser na primeira semana de janeiro. Temos que acertar as datas com o gabinete do primeiro-ministro António Costa”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde.

Luís Filipe Tavares adiantou que durante a cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), agendada para 31 de outubro e 01 de novembro, em Brasília, os dois governos irão “afinar e discutir” uma data.

Acredito que na primeira semana de janeiro, se não houver nenhum problema, faremos a cimeira. Há uma grande vontade de realizar essa cimeira o quanto antes porque há assuntos importantes que vão ser tratados”, adiantou.

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O ministro disse ainda que a cimeira “irá coroar o momento importante das relações entre Cabo Verde e Portugal”.

Cabo Verde tem excelentes relações com Portugal. Portugal esteve e estará sempre ao lado de Cabo Verde em questões muito importantes. Temos vindo a trabalhar muito bem desde há seis meses e acreditamos que as comissões e subcomissões permanentes vão reunir-se normalmente e todos os assuntos estarão tratados para que no dia da cimeira possamos assinar o Plano Estratégico de Cooperação”, disse.

Durante esta semana, decorrem na cidade da Praia reuniões técnicas entre delegações dos dois países para a preparação da cimeira.

Esta será a quarta cimeira a realizar entre os dois país, depois da primeira em junho de 2010, em Lisboa, a segunda no Mindelo (ilha de São Vicente) em dezembro de 2012 e a terceira novamente na capital portuguesa em dezembro de 2014.

O ministro falava esta terça-feira aos jornalistas à margem da tomada de posse do antigo primeiro-ministro Carlos Veiga como embaixador de Cabo Verde em Washington.

Na ocasião, Luís Filipe Tavares disse que a nomeação de Carlos Veiga insere-se na intenção de Cabo Verde estabelecer uma parceria estratégica em áreas como o desenvolvimento económico e nas questões relativas à segurança.

Cabo Verde pode ter relações mais aprofundadas com os Estados Unidos. Estamos a trabalhar nesse sentido e os sinais que temos recebido são muito positivos e demos também um sinal muito claro ao governo dos Estados Unidos através da nomeação de Carlos Veiga como embaixador em Washington. Estamos a dizer claramente que queremos elevar o nível das relações”, disse o ministro.

Por seu lado, Carlos Veiga considerou que, depois de ter “servido o país dentro durante 40 anos”, o posto de embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos representa “um desafio aliciante”.

Assegurou que dará o “seu melhor” para estabelecer uma “parceria estratégica” e uma “aliança confiável” entre os dois países.