Um novo sismo fez-se sentir em Itália, com 6.1 na escala de Richter e epicentro em Visso, Amatrice, às 20h18 de Lisboa, mais uma hora em Itália. Jornais italianos avançam dois feridos.

Este foi uma réplica do sismo de magnitude 5.5 na escala de Richter, sentido no centro de Itália. O primeiro sismo ocorreu às 18h11 de Lisboa, mais uma hora em Roma, e atingiu a capital, bem como as cidades de L’Aquila, Perugia, Terni, Nápoles e Florença. Não há vítimas registadas mas o sismo provocou danos materiais. De acordo com o Serviço Geológico norte-americano, o epicentro do sismo foi em Marcas (província de Macerata, na fronteira este do país) e o hipocentro foi a apenas nove quilómetros de profundidade. Esta região, entre Terni e Perugia, foi a mesma onde se registou o epicentro que devastou Amatrice em agosto.

Epicentro

O epicentro do sismo foi sentido em Marcas. O hipocentro foi a oito quilómetros de profundidade.

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De acordo com o jornal italiano La Reppublica, a província de Macerata – com especial ênfase na comuna de Castelsantangelo sul Nera, a mais próxima ao epicentro, Ussita e Visso – costuma ser sacudida por pequenos sismos. As pessoas estão todas na rua e têm feito dezenas de chamadas para os bombeiros, relata o jornal. Têm sido sentidas réplicas nas cidades afetadas: nos últimos minutos já se registou um tremor com 2.6 de magnitude às 18h21, outro com a mesma magnitude às 18h24, uma terceira réplica de 2.5 às 18h36 e o último há instantes e com origem a apenas oito quilómetros de profundidade. A situação é crítica em Castelsantangelo sul Nera, que está às escuras e com edifícios colapsados.

Amatrice voltou a ser afetada, mas apenas nos edifícios que já estavam parcialmente danificados pelo sismo deste verão. Sergio Pirozzi, presidente da Câmara da cidade, informou o La Reppublica que algumas das falhas ativas durante este sismo ficam na zona vermelha de Amatrice: “Há relatos de quedas, mas só nos prédios já danificados. Estamos fazendo uma patrulha na área. É claro que desperta o medo, houve zonas em Accumoli que estiveram sem luz”. Umbria também foi altamente atingida.

Alessandro Amato, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia italiano, afirma que estes sismos “estão vinculado com o de 24 de agosto”, que agitou Amatrice e provocou dezenas de mortos e centenas de desalojados, mas que não são réplicas: “podem ter sido provocados pela ativação de uma nova falha“, associada à que provocou o sismo este verão em Itália. Fenómenos desta natureza pareciam iminente: há dias que o centro de Itália estava a ser sacudido por pequenos sismos, principalmente a cidade de Visso, onde as pessoas “estão em pânico e em choque”. Uma mulher disse ao La Reppublica: “As paredes vieram para cima de mim. Todos os objetos, os livros das prateleiras caíram. Desci as escadas e tudo aqui em baixo era poeira. As pessoas gritavam”. Mauro Falcucci, presidente da Câmara de Castelsantangelo sul Nera, diz que “há colapsos, não temos relatos de vítimas, mas estamos no escuro e sob um dilúvio”.

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Há cidades sem eletricidade e algumas estradas cortadas: a Proteção Civil impediu a circulação na Via Salária, uma antiga estrada romana com 242 quilómetros, na zona de Arquata del Tronto, e não exclui a possibilidade de encerrar também as autoestradas geridas pela Associação Nacional Autónoma das Estradas (ANAS). Há percursos “demasiado frágeis” e em perigo de destruição. Os edifícios do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério do Exterior foram evacuados por perigo de colapso. As regiões mais remotas já estão a ser assistidas por equipas de resgate.

Entretanto, o presidente da Câmara de Roma, Virginia Raios, e o vice-presidente, Daniel Mercado, já confirmaram estar em contacto com a Proteção Civil, mas não certezas sobre as consequências do sismo (do primeiro): “Estamos a recolher informação bruta. Os nossos pensamentos vão para os habitantes das zonas afetadas pelo sismo. A Proteção Civil já está nas áreas afetadas pelo terramoto e está pronto para intervir”, escreveram os dois no Twitter. O presidente da região de Lázio seguiu o exemplo.

Fabrizio Curcio, responsável pela Proteção Civil, já garantiu que a instituição está “em contacto com o território afetado”, mas que não há registo de vítimas e os danos materiais parecem ser apenas parciais.