Carlos Abreu Amorim, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, diz que há “artistas do spin que tentam fazer, pateticamente, uma analogia entre os casos das licenciaturas falsas deste Governo e o que aconteceu com Miguel Relvas”. Numa publicação na sua página na rede social Facebook, o social-democrata considera esta uma atitude “infantil” para proteger os “boys” do PS e critica a forma como o problema foi gerido pelo governo socialista e um “ministro fraquíssimo que só se manteve no cargo até agora por se vergar à FENPROF“.

Na análise do deputado social-democrata, em primeiro lugar: “não há qualquer similitude entre as situações“. Isto porque, sublinha Carlos Abreu Amorim, “Relvas não alegou ter uma licenciatura sem ter obtido o título universitário. Fê-lo de acordo com as regras que a própria universidade aplicou e declarou-se licenciado com um diploma na mão”.

Em contraste, diz o deputado social-democrata, “os dois boys socialistas conhecidos numa semana (até agora!) declaram TRÊS licenciaturas e não tinham nenhuma de acordo com as Universidades. Mentiram, portanto“.

Para Carlos Abreu Amorim, o problema ultrapassa as atitudes daqueles que chama “boys socialistas”: o governo liderado por António Costa também não geriu bem o problema. Na situação de Miguel Relvas, “o Governo PSD/CDS investigou oficialmente o caso”. E “concluiu que a lei não tinha sido bem aplicada pela universidade e anulou administrativamente a licenciatura”, continua o deputado.

O governo da Geringonça fez o contrário: negou, tentou esconder, mentiu, desvalorizou e agora faz spin, ou seja, tenta modificar a forma como os casos são percecionados pela opinião pública. “Só posso concluir que a máquina de lavar e de spin é ainda maior do que supunha…”, diz Carlos Abreu Amorim, que ilustra o seu post com uma imagem de uma máquina de lavar roupa.