A Associação Portuguesa de Empresas de Diversões (APED) agendou três dias de protesto pela “sustentabilidade da atividade” entre 08 e 10 de novembro, marcando ainda antes presença, na quinta-feira, no início das obras da nova Feira Popular de Lisboa.

“O que está em causa é a atividade dos carrosséis itinerantes, a atividade do espetáculo de diversão itinerante”, disse, em declarações à Lusa, o presidente da APED, Luís Paulo Fernandes.

De acordo com o responsável, há “três ou quatro anos” que estes empresários têm vindo a ser pacientes, com os governantes a pedirem confiança e dando como justificação para os atrasos “primeiro a ‘troika’ e depois os governos instáveis”.

Desde 2013 que estes empresários lutam pela aplicação da resolução 80/2013, aprovada por todos os partidos políticos no parlamento e publicada em Diário da República.

O documento “recomenda ao Governo o estudo e a tomada de medidas específicas de apoio à sustentabilidade e valorização da atividade das empresas itinerantes de diversão”.

“Não conseguimos aguentar mais. Em assembleia geral foi decidido que a maioria pretende que a associação promova manifestações junto do Governo. Vamos ter de dizer aos senhores deputados, a algum grupo parlamentar ou algum ministro, que uma resolução aprovada por todos os partidos passe a lei. Precisamos de meia dúzia de artigos que estão nesta recomendação”, frisou.

As manifestações da próxima semana irão realizar-se nos dias 08, 09 e 10 (entre terça e quinta-feira) em frente a locais de Lisboa como o Ministério das Finanças, o Ministério da Economia, o Ministério da Cultura, o Palácio de Belém, a Presidência do Conselho de Ministros e a Assembleia da República.

Os membros da APED vão ainda realizar desfiles nestes dias que abrangem as avenidas Infante D. Henrique e de Brasília, Belém, as avenidas Infante Santo e Álvares Cabral, a Rotunda Marques de Pombal e a Segunda Circular.

Luís Paulo Fernandes lembrou a luta travada em 2013, ano em que os empresários de diversão estiveram em protesto por vários dias consecutivos.

“Somos diferentes, temos um negócio ao ar livre, estamos dependentes do tempo, das romarias, das festas e da carolice de algumas pessoas que muito passam para as organizar. Precisamos das leis, temos direito para que haja desenvolvimento desta atividade”, sublinhou.

O presidente da APED avançou ainda que a 26 de outubro estiveram presentes na assembleia geral do organismo 60 a 70 empresários e quase todos – à exceção de uma abstenção – avançaram com a organização de um protesto.

“Todos disseram que estava na hora e que estávamos a ser pacientes, muitos até nos criticam e dizem que está na hora”, afirmou.