479kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 29.99/mês aqui.

Superlua: o que precisa saber sobre a Lua XXL de segunda-feira

Este artigo tem mais de 5 anos

A Lua Cheia entrou em fase de perigeu e pudemos vê-la tão grande e brilhante como nunca nos últimos 68 anos. Conheça melhor o nosso astro irmão, como influencia a nossa vida e o que aconteceu com ela.

i

Getty Images

Getty Images

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Superlua desta segunda-feira foi a maior e a mais brilhante desde 1948, há 68 anos. E só a voltaremos a ver assim a 25 de novembro de 2034, daqui a 18 anos. A culpa é de um fenómeno combinado: a proximidade da Lua com a Terra no seu círculo elíptico constante e o facto de estarmos em fase de Lua cheia. Por isso, às 17h49 foi hora de estar de olhos postos no céu.

O que vai acontecer?

A Lua começou a aproximar-se da Terra às 11h22, quando entrou em fase de perigeu: em toda a sua órbita rotineira em redor da Terra, este é o ponto mais próximo em que poderá estar do planeta mãe. E está, neste momento, a apenas 356 mil quilómetros de nós. Quando o relógio bateu as 13h52 em Portugal, o fenómeno ganhou ainda outra dimensão: a Lua entrou em fase de Lua Cheia, mostrando todo o seu esplendor. Depois tivemos de esperar até às 17h49, depois do Sol se por, dando-lhe espaço para brilhar muito mais. Basta olhar na direção nordeste.

Muito mais, na verdade. De acordo com Pedro Pedrosa, astrónomo no Planetário do Porto e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, o que vamos assistir no pôr-do-sol desta segunda-feira é a uma Lua 14% maior do que na última Lua Cheia e 30% mais brilhante que no último apogeu (ponto mais distante de nós).

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

É uma ilusão ótica, nada mais do que isso: a aproximação da Lua à Terra, de um ponto de vista astronómico, é tão pequena que quase não daríamos por ela. Mas vista assim pousada sobre o horizonte, a nossa mente interpretou-a como estando mais próxima e mais brilhante do que realmente está porque temos mais pontos de referência (como prédios ou árvores). A melhor forma de “medir” a diferença entre a “superlua” e a “microlua” (quando a Lua está em apogeu, no ponto mais distante à Terra) é usar o seu dedo mindinho: se esticar o dedo em direção ao céu, o tamanho angular dele – o tamanho que ocupa no céu – é de 60 minutos de arco (um grau); o da Lua é metade.

É, no entanto, uma ilusão ótica que não queremos deixar escapar: desde o outono de 1948, há 68 anos, que não víamos nada tão esplendoroso. E o melhor é aproveitar o momento porque só se repetirá a 25 de novembro de 2034, daqui a 18 anos.

Sorte a nossa? Sim e explica-se pela matemática através de uma fórmula que relaciona a distância relativa da Lua Cheia para uma órbita determinada entre ela e a Terra tanto em fase de perigeu como de apogeu (o ponto mais distante entre os dois corpos celestes). Se, ao fazermos os cálculos, a distância relativa da Lua for superior a 0,9 estamos perante uma “superlua” ou “perigeu-sizígia”, como dizem os cientistas. Na prática, ela surge quando a Lua Cheia e o perigeu ocorrem quase ao mesmo tempo. “A órbita da Lua em redor da Terra não é um círculo. É uma elipse, como um círculo achatado. E essa elipse não é igual em todos os ciclos”, esclarece Pedro Pedrosa ao Observador. Desta vez, a Lua esteve 50 mil quilómetros mais próxima à Terra. É um número pequeno do ponto de vista astronómico, mas a diferença – embora discreta – pode ser notada principalmente com telescópios ou em bons locais de observação.

Dizem os mitos populares que em noites como esta a Natureza enlouquece: os animais ficam mais agitados, os desastres naturais são mais comuns e até o estado de espírito dos humanos se altera (há quem até avise que esta segunda-feira é um mau dia para tomar decisões amorosas). Mas os cientistas deixam tudo em pratos limpos: afinal, o seu cão vai continuar a dormir tranquilamente no tapete, os vulcões vão permanecer adormecidos e é um dia tão bom como qualquer outro para convidar aquela pessoa para um jantar romântico. Os 50 mil quilómetros que a Lua “andou” na nossa direção são um grão de areia quando comparados com os quase 385 mil quilómetros que normalmente nos separam, explica Pedro Pedrosa. A única mudança realmente significativa a que pudemos assistir foi nas marés, nada de demasiado estranho visto que a Lua é a gestora principal das nossas preia-mar e baixa-mar: em noites de “perigeu-sizígia” como a de hoje assiste-se às maiores marés cheias e às mais pequenas marés vazas.

16 coisas que precisa de saber sobre a Lua

16 fotos

Como fotografar?

É certo que é um fenómeno especial, mas não se entusiasme demais com as fotografias para o Instagram. Sabe aquelas noites em que a Lua parece gigante, mas depois a fotografia que tirou com o telemóvel mostra apenas um ponto de luz no céu negro? Pois, é exatamente o que vai acontecer hoje – só que o ponto vai ser um pouco (um nadinha) maior. Para conseguir imagens mais interessantes, o melhor é ter uma máquina fotográfica das boas, munida com lentes potentes e uma lente secundária que amplie o objeto fotografado.

Quando captar a Lua , experimente fazê-lo com o objeto por perto – por exemplo, a Lua atrás de um prédio ou por cima de uma árvore para que haja termo de comparação. Depois, fotografe com o mesmo nível de exposição que escolheria se fosse de dia, por causa da luminosidade refletida pelo nosso satélite.

Caso não tenha uma máquina fotográfica profissional por perto e esteja limitado ao seu telemóvel, não caia no erro de fazer zoom porque a fotografia irá perder qualidade. Além disso, não segure no telemóvel: coloque-o num local firme onde ele possa estar estável e assim a fotografia não sairá tremida. Experimente também focar a Lua, carregando no ecrã do smartphone por cima da zona onde o satélite surge: aparecerá uma régua onde poderá escolher o nível de luminosidade que quer empregar na foto. Escolha o que mais agrada e que mais detalhes expõe.

Aproveite bem o momento: a Lua foi, e continua a ser, um dos melhores amigos de quem observa o céu noturno. Nos tempos da Grécia Antiga, Aristarco de Samos conseguiu provar que o Sol estava mais longe do que a Lua através de um cálculos trigonométricos muito básicos. Através do estudo dos eclipses lunares, Aristóteles provou depois que a Terra era redonda por causa da sombra que ela provocava na Lua durante esses fenómenos.

Portanto, embora o evento de esta noite não seja um fenómeno raro, também não deixa de ser um momento especial. E uma boa desculpa para conhecer melhor o que existe mesmo por cima das nossas cabeças.

A página está a demorar muito tempo.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Este artigo só pode ser lido por um utilizador registado com o mesmo endereço de email que recebeu esta oferta.
Para conseguir ler o artigo inicie sessão com o endereço de email correto.