A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o final da “emergência de saúde pública de preocupação internacional”. Um comité de especialistas daquela organização entende que o zika passou a ser comparável a outras doenças associadas a picadas de mosquito, como a malária ou a febre amarela.

Contudo, um responsável da OMS, citado pelo New York Times, alerta que o vírus continua a ser perigoso.

Não estamos a diminuir a importância do zika. Estamos a enviar a mensagem de que o vírus está para ficar”, afirmou Dr. Peter Salama, diretor executivo do programa de emergência da OMS.

Contudo, são vários os especialistas que discordam da medida, por classificarem a mesma de prematura.

A declaração de emergência sobre o vírus estava em vigor há nove meses e a organização vai agora apontar para uma abordagem a longo-prazo no combate ao zika. Cerca de 30 países relataram casos de bebés nascidos com malformações relacionados com o vírus — Só no Brasil, foram registadas mais de 2.100 malformações do sistema nervoso.

O zika é disseminado principalmente por picada de mosquito, mas o contágio também pode ocorrer através de relações sexuais. Para a maioria dos infetados, os sintomas são febre, urticárias e dores nas articulações.