Com comercialização agendada para o início do próximo ano, em mais de 100 países, o novo Jeep Compass chega não apenas com importantes alterações estéticas, como também com mais espaço, mais tecnologia e a promessa de se assumir como a referência do segmento, tanto no alcatrão, como no todo-o-terreno.

Fabricado em países tão distintos como o Brasil, México, Índia e China, o novo Compass anuncia um comprimento de 4.298 mm, apresentando-se como um modelo construído sobre uma “pequena-grande” plataforma, que o posiciona entre o mais pequeno Renegade e o maior Cherokee.

Prometendo uma generosa habitabilidade no interior, este Jeep destaca-se igualmente por um aspecto exterior com muitas semelhanças ao dos irmãos maiores Cherokee e Grand Cherokee, nomeadamente na nova grelha frontal, ou até mesmo nas igualmente emblemáticas cavas das rodas trapezoidais.

Disponível desde o lançamento com quatro níveis de equipamento (Sport, Latitude, Limited e Trailhaw), no habitáculo o Compass aposta, essencialmente, no espaço e na tecnologia. Quanto ao hoje em dia obrigatório sistema de infoentretenimento, pode surgir com um ecrã táctil a cores de 5, 7 ou 8,2”, incluindo ainda Apple CarPlay e Android Auto, assim como a funcionalidade de toque e zoom. Além deste ecrã, o condutor beneficia ainda de um outro, colocado entre o velocímetro e o conta-rotações, cujas dimensões podem variar entre as 3,5 e as 7”, no qual são exibidas todas as informações vitais do automóvel.

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Em termos de motores e embora dependendo dos mercados, o novo Compass surgirá com cinco hipóteses de motorização, três a gasolina e dois a gasóleo, a começar num quatro cilindros 1,4 litros Fire com turbocompressor. Acima deste, e ainda a gasolina, um quatro cilindros 2,0 litros da família Tigershark, com o papel de motorização maior a ser entregue a uma versão deste mesmo quatro cilindros, mas de 2,4 litros, naturalmente aspirado e a produzir 180 cv de potência e 237 Nm de binário. E que, em termos de transmissões, tanto poderá receber uma caixa automática de seis velocidades nas versões 4×2 e 4×4, como uma caixa manual também de seis relações, no caso das versões 4×2, ou ainda uma transmissão automática de nove velocidades, caso se trate de uma variante 4×4.

Segundo a Jeep, o Compass será também o melhor offroad do segmento, graças a um sistema de tracção integral que permite enviar até 100% da potência para qualquer roda, utilizando para tal a vectorização da força de travagem, que poderá ajudar o carro em situações de tracção limitada. Já o sistema Selec-Terrain permitirá ao condutor optar entre vários modos de condução (Auto, Snow, Sand and Mud), capazes de ajudar a melhorar tanto a estabilidade, como a resposta do motor, de forma a adaptar-se mais facilmente ao ambiente em redor. De resto, e para garantir que o Compass consegue, efectivamente, uma resposta competente fora de estrada, a Jeep equipou o seu SUV global com uma suspensão com estrutura McPherson à frente e solução Chapman atrás, a qual permite às rodas traseiras articularem até 200 mm.

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Na versão mais vocacionada para o todo-o-terreno, a Trailhawk, é disponibilizado um novo modo Rock no Selec-Terrain, garantia de um rácio de 20:1, a somar a uma altura ao solo de 216 mm, um ângulo de ataque de 30 graus e um ângulo de saída de 34 graus. Tudo isto, numa proposta que não esquece as protecções inferiores na carroçaria, pontos de fixação na frente para reboque, pneus todo-o-terreno, sistema de ajuda em descidas íngremes e uma capacidade de atravessar água até um máximo de altura de 480 mm.

Finalmente, no âmbito da segurança, há mais de 70 sistemas, incluindo sete airbags, travagem autónoma de emergência, assistência à manutenção na faixa de rodagem, alerta de ângulo morto e aviso de tráfego na traseira.