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Sarkozy fora das eleições presidenciais francesas e diz adeus à política

Este artigo tem mais de 4 anos

Regresso à política do ex-Presidente francês pode ser de muito curta duração. Com mais de metade dos votos contados, 'Sarko' nem sequer está em lugar para ir à segunda volta nas primárias.

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AFP/Getty Images

AFP/Getty Images

Os franceses começaram a escolher este domingo o candidato de centro-direita a disputar as presidenciais do próximo ano. A principal surpresa da noite eleitoral francesa veio de onde menos se esperava: Nicolas Sarkozy: o ex-Presidente francês, não conseguiu sequer assegurar uma vaga para segunda volta. Com este resultado, “Sarko” reconheceu a derrota e despediu-se da vida política.

O vencedor desta primeira volta das primárias da coligação de direita e centro-direita acabou por ser François Fillon, precisamente o antigo primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy. Alain Juppé, o ex-primeiro-ministro que foi durante meses o favorito a vencer as primárias do centro-direita e que soma, aos 71 anos, uma reputação invejável entre os eleitores de centro-direita, ficou em segundo lugar e passa a próxima volta das primárias.

Com 9291 de assembleias de voto contadas, num total de 10229, François Fillon soma já 44,2% dos votos. A aposta numa campanha centrada em assuntos críticos para França, especialmente nos últimos dois anos, como a imigração e o terrorismo, parece estar a dar resultado. Alain Juppé, por sua vez, soma até ao momento 28,4% dos votos. Sarkozy ficou em terceiro, com apenas 20,7% dos votos.

O ex-Presidente Francês foi lesto em conceder a derrota e deu, desde logo, o seu apoio a François Fillon para a segunda volta das primárias.

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De acordo com as mais recentes sondagens, será a direita a assumir novamente o poder nas próximas eleições, fruto da pouca popularidade dos socialistas depois da governação de François Hollande. A questão nesta altura é que tipo de direita assumirá o poder em França: o UMP de Fillon, Juppe e Sarkozy ou a Frente Nacional de Marine Le Pen? As mais recentes sondagens nacionais dão a vitória a Marine Le Pen.

Sarkozy reconhece derrota e promete apoio a Fillon

O ex-Presidente francês, o grande derrotado da noite eleitoral francesa, reconheceu a derrota, admitindo que votará em François Fillon na segunda volta das primárias, e aproveitou o momento para se despedir da vida política.

“Gostaria de felicitar Fraçois Fillon e Alain Juppé. São duas personalidades de grande qualidade, que honram a direita francesa. Apesar de algumas divergências (…), as minhas escolhas políticas estão mais próximas das de de François Fillon. Votarei em Fillon na segunda volta das primárias”, assegurou o Sarkozy.

“Não tenho qualquer sentimento amargo, nem de tristeza. Desejo melhor para o meu país e para aquele que terá de liderar este país. A direita deu uma boa imagem, estou feliz por ter participado nesta luta. Adeus a todos”, despediu-se o ex-Presidente francês.

Alain Juppé promete lutar na segunda volta

O segundo candidato mais votado nesta primeira volta das primárias da coligação de direita e centro-direita, Alain Juppé, garantiu que vai “continuar a lutar” por “todos aqueles” que acreditaram na sua campanha.

“Acredito que, mais do que nunca, os franceses precisam de se unir para virar a página desastrosa dos últimos cinco anos e para bloquear a Frente Nacional. Quero unir os franceses à volta de reformas credíveis. Quero implementar reformas justas de que todos os franceses vão beneficiar”, reiterou Juppé.

Apesar da intenção de Juppé, o grande favorito para ocupar a vaga de candidato da coligação desenhada entre Os Republicanos e o Partido Cristão-Democrático parece ser mesmo François Fillon. O ex-primeiro-ministro de Sarkozy já reagiu à vitória nesta primeira volta das primárias e prometeu representar uma “nova esperança” para os franceses.

“Sou o escolhido por aqueles que querem fortalecer França. Essa esperança vem de um povo, livre de pensamento. É preciso romper com este período de cinco anos de falhanços. O meu projeto trará uma nova esperança. Trago comigo os eleitores da direita e do centro que querem a vitória dos seus valores”, afirmou Fillon.

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