O arquiteto Eduardo Souto de Moura foi distinguido com o Piranesi Prix de Rome 2017, um prémio de carreira atribuído pela Academia Adrianea de Arquitetura e Arqueologia Onlus, em Roma, foi esta segunda-feira anunciado.

De acordo com um comunicado enviado à agência Lusa pela Academia, o galardão é atribuído pelo comité do Piranesi Prix de Rome, em colaboração com a Ordem dos Arquitetos, Paisagistas e Conservadores de Roma, e o Polo de Mantova do Politécnico de Milão.

Eduardo Souto de Moura, 63 anos, irá receber o galardão numa cerimónia a 24 de março de 2017, na Casa da Arquitetura — Acquario Romano, onde fará uma intervenção sobre os momentos mais importantes da carreira, iniciada nos anos 1980.

O anúncio do prémio foi feito em conjunto pelo presidente da Academia Adrianea, arquiteto Romolo Martemucci, o presidente da Ordem dos Arquitetos, Alessandro Ridolfi, o diretor do Premio Piranesi, Luca Basso Peressut, e ainda Federico Bucci, reitor do Polo Territorial de Mantova do Politecnico de Milão, “após uma ampla discussão sobre os candidatos, iniciada em junho de 2016”, segundo o comunicado.

Nascido em 1952, Eduardo Souto de Moura, vencedor do Prémio Pritzker 2011 — considerado o Prémio Nobel da arquitetura, “é um dos mais influentes e notáveis arquitetos do mundo”, salienta o comunicado.

A Academia recorda que Eduardo Souto de Moura é atualmente professor no Polo Territorial de Mantova do Politécnico de Milão, onde ensina cadeiras de design de arquitetura em contextos históricos e design de arquitetura.

Assinou, entre outros projetos, o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

Este ano foi premiado pela X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), que decorreu em Madrid, “pelo importante contributo do seu ensino em universidades de diversos países“.