As cinco autoestradas em que as portagens desceram 15%, desde agosto, registaram um aumento de receitas da empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) em meio milhão de euros nos três primeiros meses de desconto.

De acordo com o Jornal de Notícias, as receitas das cinco ex-SCUT, A4, A22, A23, A24 e A25, de forma global, renderam 36,2 milhões de euros nos meses de agosto, setembro e outubro, um aumento de 1,4%, isto é, 35,5 milhões de euros em relação a 2015.

Apesar de se constatar um aumento significativo de receitas nestas cinco autoestradas, a A24 e a A25 registaram uma descida de 4% das receitas. A A24 perdeu cerca de de 200 mil euros em comparação com o período homólogo do ano passado e a A25 teve uma quebra das receitas de 13,7 para 13,1 milhões de euros, também em comparação com os mesmos três meses de 2015.

Relativamente às três autoestradas em que houve uma subida de receitas, o JN diz que a A4, que liga Bragança a Vila Real, foi a autoestrada em que houve um maior aumento: subiu de 500 mil para 770 mil euros, uma subida de 54%.

Já na A22, a autoestrada do Algarve, as receitas subiram de 12,5 para 12,9 milhões de euros, uma subida de 3,2%, e na A23, entre Torres Novas e Abrantes, aumentou 17,6%, de 3,4 para 4 milhões de euros.

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O Instituto de Mobilidade e dos Transportes (IMT) avança ainda ao mesmo Jornal que esta subida das receitas das autoestradas, que beneficiam de desconto nas portagens, deve-se a um aumento de tráfego em agosto e setembro. Ainda que os dados do mês de outubro não tenham sido (ainda) contabilizados, constata-se um aumento da circulação média de veículos nas cinco autoestradas.

A medida de redução do valor das portagens foi implementada pelo Governo a 1 de agosto deste ano e já rendeu 36,2 milhões de euros ao Estado.