Desde há cerca de seis meses que o número de referências feitas a Espanha e à Península Ibérica em vídeos, comunicados, cartas e entrevistas por parte de organizações terroristas têm batido recordes. Pesquisas do Grupo de Pesquisa em Segurança Internacional da Universidade de Granada citadas pelo ABC, contam que as referências feitas a Espanha pelo Estado Islâmico subiram para 43, quase o dobro das 23 que foram feitas no ano passado.

Estas referências são divulgadas nas redes de comunicação do próprio grupo terrorista, na maior parte das vezes de forma irreconhecível e quase sempre assinadas com “Al Qaeda Daesh” ou por indivíduos ligados a esse grupo.

De acordo com o ABC, em julho deste ano veio a público uma das ameaças mais diretas dos jihadistas contra Espanha. Foi divulgada uma declaração pela agência al-Wafa, ligada aos líderes do Estado Islâmico, que os incitava a “punir os criminosos espanhóis em qualquer lugar: com bombas, metralhadoras, atropelamentos e desvio de comboios ou aviões”.

Segundo o ABC, a referência mais frequente feita a Espanha tem a ver com Al Andaluz – nome dado pelo Estado Islâmico a grande parte da Península Ibérica aquando da sua conquista -, visto que têm sido feitas ameaças com o intuito de conquistar esse território (que inclui o sul de Portugal), de modo a poderem estabelecer na Europa o seu califado.

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Foram criadas também redes sociais com contas anónimas, que dão conta de propaganda de conteúdo jihadista. Neste caso concreto, o objetivo é atingir o povo espanhol e mobilizar pessoas, de modo a convertê-las aos ideais islâmicos e originar revoltas contra a prisão de islamistas.

O ABC divulga ainda que estes perfis são acompanhados e vigiados por pessoas cuja função é encerrar essas mesmas contas. De acordo com registos, terão sido desativadas, desde maio, cerca de 500 contas.