Depois de ter defendido repetidamente durante a campanha eleitoral que Hillary Clinton devia ser presa a propósito do uso de uma conta de email privada quando era Secretária de Estado, o Presidente eleito Donald Trump não deverá impulsionar qualquer investigação contra a sua adversária.

A certeza foi deixada por Kellyanne Conway, uma das caras da campanha do republicano, no programa Morning Joe da MSNBC. “Eu acho que quando o Presidente eleito, que também é o líder do partido, diz mesmo antes de ser empossado que não quer investigar essas acusações, então está a mandar uma mensagem muito forte em tom e conteúdo”, disse.

“Eu acho que ele está a pensar em várias coisas à medida que se prepara para tornar-se Presidente dos EUA, e coisas que soam a campanha não estão entre elas”, disse. Seja como for, Kellyanne Conway referiu que Hillary Clinton terá “ainda assim de lidar com o facto de a maioria dos americanos não a acharem honesta ou de confiança”.

Durante a campanha, Donald Trump deixou uma promessa no sentido inverso. “Se eu ganhar, vou instruir o meu procurador-geral para nomear um procurador extraordinário para analisar a sua situação”, disse diretamente a Hillary Clinton no segundo debate presidencial, o mais agressivo dos três embates entre os dois candidatos. Nessa noite, a democrata disse que “era muito bom que alguém com o temperamento de Donald Trump não decida as leis deste país”. Imediatamente, o republicano respondeu-lhe: “Porque [você] estaria na prisão”.

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Durante os comícios de Donald Trump, sobretudo a partir do momento em que foi oficialmente nomeado como candidato do Partido Republicano, em julho, era frequente ouvir os seus apoiantes a entoarem as palavras “lock her up”, em relação a Hillary Clinton. Qualquer coisa como “fechem-na à chave”.

Na última semana de campanha, o FBI reabriu e encerrou a investigação ao caso dos emails, depois de em julho o diretor do FBI ter recomendado que não fossem levantadas acusações contra Hillary Clinton.