A polícia brasileira deteve pelo menos 31 advogados acusados, esta terça-feira, de terem ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que lidera o tráfico de droga dentro e fora das cadeias do Brasil.

Um dos detidos é Luiz Carlos dos Santos, vice-presidente do conselho de direitos humanos do Estado de São Paulo, que teria recebido pelo menos 130 mil reais (36 mil euros) do grupo criminoso para realizar denúncias falsas perante organismos de proteção dos direitos humanos.

A operação, realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo em pelo menos 20 cidades, começou há um ano e meio e já identificou 55 pessoas.

Segundo informações do site de notícias G1 as investigações começaram em maio de 2015, na cidade de Presidente Prudente, onde funcionam duas cadeias de segurança máxima, e revelou a existência de uma célula criminosa composta por advogados que supostamente prestavam serviços jurídicos aos líderes do PCC.

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A polícia brasileira descobriu que estes advogados simulavam visitas jurídicas aos presos para fazer a comunicação destes criminosos com outros que estão em liberdade.

Os advogados também são acusados de ajudar o PCC a criar uma espécie de banco de dados com os nomes e endereços de agentes penitenciários e de seus familiares, que poderiam ser encontrados e mortos quando a fação criminosa julgasse necessário.