O presidente do Novo Banco, António Ramalho, continua confiante que a venda da instituição que resultou da intervenção pública no ex-BES estará concretizada até ao final de 2016.

“Tenho dito, desde a primeira hora, que eram boas as minhas expetativas sobre a mudança de acionista no Novo Banco e [acredito que a venda] seja realizada durante o ano de 2016”, afirmou António Ramalho, que se recusou a responder a outras questões sobre o processo de venda.

À margem do Fórum Banca 2016, o presidente do Novo Banco disse que a instituição “está numa situação de normalidade, tem vindo a ser cada vez mais normal”, apesar da mudança acionista que está em curso.

O Novo Banco (o banco de transição do ex-BES) é para já detido pelo Fundo de Resolução bancário (gerido pelo Banco de Portugal), estando a decorrer um processo de venda.

Os nomes dos candidatos não foram revelados publicamente, mas, segundo a imprensa, são os bancos BCP e BPI e os fundos Apollo/Centerbridge, em parceria, e Lone Star, que apresentaram propostas no âmbito do processo de venda direta, enquanto a ‘holding’ China Minsheng se propõe ser acionista do Novo Banco através da opção de venda em mercado.

Também à margem do Fórum da Banca 2016, promovido pelo Jornal Económico, o presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, disse esperar que o processo de venda do Novo Banco “acabe bem e que entre alguém que pague o suficiente” para não onerar o Fundo de Resolução.

“Espero que acabe bem e que entre alguém que pague o suficiente para nós não termos que pagar através do Fundo de Resolução”, disse, admitindo considerar que “vai ser difícil” que o valor em cause compense a injeção de capital realizada no âmbito da resolução do BES.