Os pilotos da Lufthansa vão prolongar até sábado a greve que iniciaram na quarta-feira, numa altura em que não se vislumbra uma solução para o conflito que os opõe à administração.

Segundo o sindicato Cockpit, que convocou a paralisação, no sábado serão afetados os voos de longo curso.

Esta quinta-feira, a companhia aérea alemã anunciou o cancelamento de 830 voos previstos para sexta-feira, dia em que a greve vai afetar os voos de curta e média distância, na Alemanha e na Europa. Em três dias de greve, a Lufthansa já cancelou no total 2.618 voos, o que afetou mais de 315.000 passageiros.

Esta é a 14.ª greve dos pilotos da Lufthansa desde a primavera de 2014. O diferendo entre a administração da empresa e o sindicato deve-se a um impasse nas negociações salariais. O sindicato Cockpit argumenta que os pilotos não são aumentados desde 2012 e exige uma subida dos salários com efeitos retroativos.

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Pagamos aos pilotos significativamente mais do que a concorrência. Somos responsáveis por mais de 120.000 empregados e queremos que a Lufthansa tenha um futuro”, defendeu Harry Hohmeister, um dos administradores da empresa, considerando “impossível” aceitar as reivindicações salariais do sindicato Cockpit.

De e para Portugal, a Lufthansa vai cancelar cinco voos programados para sexta-feira, entre os quais estão as ligações entre o país e a Alemanha, devido ao terceiro dia de greve dos pilotos, disse fonte oficial da companhia aérea alemã à Lusa.

Dos 12 voos programados para sexta-feira das companhias aéreas do Grupo Lufthansa vão ser cancelados cinco voos da Lufthansa e vão ser operados dois da Lufthansa entre Lisboa e Frankfurt e cinco da Brussels Airlines e da SWISS.

Segundo fonte oficial da Lufthansa, serão cancelados os dois voos entre Porto e Frankfurt e o voo entre Porto e Munique. A greve levará também ao cancelamento dos dois voos diários entre Lisboa e Munique.