O Tribunal Provincial de Luanda começa a julgar na sexta-feira 37 cidadãos acusados de vários crimes, estando alegadamente envolvidos numa tentativa de assalto à mão armada ao Palácio Presidencial e outras instituições públicas, em janeiro último.

O caso é relatado esta quinta-feira pela imprensa pública angolana, citando a acusação, nomeadamente de associação de malfeitores, e referindo que são, na maioria, militares desmobilizados das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), braço militar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), durante a guerra civil, que terminou em 2002.

Alguma imprensa privada relatou em fevereiro uma suposta tentativa de assalto ao Palácio Presidencial por parte de antigos militares, sem adiantar mais pormenores, e o caso não tinha sido novamente abordado até agora.

De acordo com o Ministério Público angolano, citado esta quinta-feira pela imprensa pública, o caso permaneceu em segredo, mesmo após o período instrutório, para “evitar o pânico e especulações desnecessárias entre a população”.

A acusação aponta que à volta de 60 pessoas concentraram-se na noite de 30 de janeiro de 2016 em “locais estratégicos” nas imediações da Cidade Alta e do Largo 1.º de Maio, em Luanda. O objetivo seria o assalto armado ao Palácio Presidencial e “tomar as instalações” da Televisão Pública de Angola e da Rádio Nacional de Angola, na madrugada de 31 de janeiro.

Estas alegadas intenções terão sido frustradas pela Polícia Nacional que apreenderam, refere o processo, armas de fogo, incluindo metralhadoras AKM.

Serão presentes a tribunal 35 dos acusados detidos pela polícia, já que dois estarão foragidos, de acordo com as mesmas informações.